CMT indica R$ 4,40 para nova tarifa de ônibus de PG
Após 18 meses, cidade poderá ter reajuste no valor da passagem acima da inflação

Após 18 meses, cidade poderá ter reajuste no valor da passagem acima da inflação
O Conselho Municipal de Transporte (CMT) oficializou nesta terça-feira (17) a proposta de uma nova tarifa técnica para o transporte público de Ponta Grossa. Em um ofício enviado à Prefeitura, os membros do CMT confirmaram a proposta de uma tarifa de R$ 4,40 - atualmente o valor pago é de R$ 3,80. O aumento superior a 15% se deve, de acordo com os conselheiros, à condições atípicas, como o período de 18 meses em que diferentes liminares impediram que o reajuste fosse feito no período previsto em contrato.
No documento enviado ao Poder Executivo, os conselheiros destacam ainda que a constante queda de passageiros no sistema a “proliferação de transporte alternativos por aplicativo”, além do aumento dos insumos utilizados interferem diretamente no valor. De acordo com o presidente do CMT, Elidio Carlos Curi Macedo, a sugestão do órgão é técnica e baseada no contrato.
A Prefeitura Municipal deverá divulgar ainda durante a tarde desta segunda-feira (17) qual será a decisão tomada pelo município. O prefeito Marcelo Rangel (PSDB) pode acatar o valor da tarifa técnica ou decretar um novo valor. Fontes consultadas pelo portal aRede informam que, apesar de aceitar os critérios técnicos usados pelo CMT, o município deverá decretar um outro valor que não esse sugerido pelos conselheiros.
Disputa política e judicial
A disputa em torno do valor da passagem de ônibus em Ponta Grossa aconteceu no campo da política e também no judiciário. Desde fevereiro de 2018, por exemplo, uma liminar conquistada pelo deputado federal Aliel Machado (PSB) e outros lideranças políticas impedia que o reajuste fosse concedido. Mais recentemente o deputado também conseguiu, na Justiça, uma decisão que impedia o Conselho de se reunir e deliberar sobre o assunto.
Reajuste compreende período de 18 meses
Desde que o reajuste da tarifa se tornou uma disputa judicial, uma série de liminares têm impedido que a tarifa fosse atualizada e até mesmo que o Conselho se reunisse. A isso se soma o ‘esvaziamento’ do Conselho com a saída de várias entidades que compunham o órgão - a situação obrigou a Prefeitura a renomear uma série de membros do grupo que faz a aferição da chamada tarifa técnica. Todo o processo atrasou a apresentação da tarifa técnica prevista em contrato.
Contrato prevê reajuste anual
Desta forma, o atual reajuste ‘acumula’ valores que deveriam ter sido incluídos na planilha de custos do transporte nos anos anteriores - o último reajuste do valor da passagem de ônibus foi concedido em fevereiro de 2018. Desde então, recorrentes decisões judiciais têm impedido que a majoração dos custos do sistema fossem repassados ao usuário final.





















