Fã ponta-grossense de Roberto Carlos quer conhecer o Rei
Apaixonada pelo artista desde os 14 anos, fã tem acervo com mais de 300 itens

Foi em dezembro do ano de 1977, na sala de casa, enquanto o irmão trocava os canais do primeiro aparelho de televisão da família, que Clarice Cavagnhari viu e ouviu pela primeira vez o artista que se tornaria o seu grande ídolo. O programa que passava era o Roberto Carlos Especial. A partir deste momento, o coração de Clarice seria para sempre do Rei.
Cercada por nada mais nada menos que 54 quadros do ídolo, os olhos brilham quando o assunto é ele. Ela mostra com orgulho todos os objetos que coleciona do Roberto desde os 14 anos de idade.
O acervo reúne 37 DVDs, 39 discos de vinil, 24 fitas em VHS, 58 CDs, 13 porta-retratos com fotos do Rei que decoram a casa toda, livros, álbuns de fotos dos shows que foi, camisetas, centenas de recortes de jornais e revistas, além de inúmeros itens personalizados com o rosto do artista e até mesmo um pôster do Roberto Carlos em tamanho natural.
Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo
Ela já esteve em seis shows do Roberto ao longo dos anos e cada um representa uma história emocionante de sua vida. Para eternizá-las, ela guarda os ingressos de cada um cuidadosamente como relíquias. Cada bilhete de entrada foi transformado em um quadro juntamente com uma foto do Roberto.
A primeira vez em que foi a uma apresentação do artista, em 1991, viveu momentos inusitados e uma boa história para contar: “O show era em Curitiba e eu não sabia ir e não tinha com quem ir, aí meu cunhado foi comigo pra me acompanhar. Fomos de ônibus. Só que quando acabou não tinha mais ônibus pra voltar para Ponta Grossa e tivemos que passar a noite toda acordados na rodoviária. Mas valeu a pena. A sensação de ver ele de perto, parecia que eu estava sonhando”, contou.
Na segunda vez em que foi ao show do Rei, em 1992, em Ponta Grossa, a emoção foi maior ainda quando ganhou das mãos do Roberto uma rosa que guarda até hoje, também emoldurada em um quadro na sala de casa. “Foi incrível. Eu que já era fã, fiquei gostando mais dele ainda depois desse dia”, suspirou emocionada.
Como é grande o meu amor por você
Clarice conta que além da figura do artista, ela também aprecia muito a personalidade de Roberto, principalmente a sua simplicidade. Inclusive atribui o fato de nunca ter se casado por causa da admiração por ele. “Para mim ele não tem defeito nenhum. Acho que é por isso que nunca casei na minha vida, é só dele que eu gosto”, contou.
Para tirar Clarice do sério é só falar mal do Rei. “Eu fico brava! Ninguém é obrigado a gostar, mas eu proíbo de falar mal dele perto de mim”, exaltou a fã, que afirma que os sobrinhos passaram a gostar também de tanto ouvir falar bem do cantor. “Eu falo pra eles que o Roberto é tio deles”, diz ela enquanto ri.
Coincidências da vida ou não, Clarice faz aniversário um dia antes de Roberto, 18 de abril. “Ele faz no dia 19, aí eu sempre peço pra Deus, pra Nossa Senhora proteger ele, dar saúde, felicidade”.
Show em PG
Em dezembro, Roberto Carlos virá a Ponta Grossa para um grande show e como não poderia ser diferente, Clarice está na expectativa. “Estou contando os dias. Ficar na fila, ir num show onde só tem fã dele é a melhor coisa que tem”, afirmou.
Mas desta vez ela não quer só ficar na plateia. O maior desejo desta grande fã ponta-grossense é conhecer o Rei Roberto pessoalmente. “O sonho da minha vida é tirar uma foto com ele e pegar um autógrafo. Roberto Carlos é tudo pra mim”, contou Clarice.
O show vai acontecer no dia 15 de dezembro, no Centro de Eventos, a partir das 21h. A venda dos ingressos, que iniciou no dia 25 de outubro, surpreendeu pela procura. Já nas primeiras 48 horas, 60% dos bilhetes já haviam sido vendidos.
Rei Roberto
Roberto Carlos é um dos principais nomes da música popular brasileira e o artista com mais discos vendidos no Brasil. Mas o título de “Rei” não é por acaso. Ele surgiu quando Roberto estava no auge da carreira, entre as décadas de 60 e 70, quando além de cantar e compor, ele também tocava, atuava e apresentava programas. No programa do Chacrinha, na TV Excelsior em 1966, ele foi literalmente “coroado”, pela mãe Lady Laura, como o “Rei da Juventude”. Mas o apelido de Rei pegou mesmo quando Roberto mudou o estilo musical e entrou na fase romântica, a partir da década de 70.





















