“Sempre fui um cara do bem”, diz assassino confesso
Anderson Barboza, preso por matar Juliana Nunes, foi transferido nesta quarta-feira (2) para Ponta Grossa e se diz arrependido do crime
Anderson Barbosa, preso por matar Juliana Nunes, foi transferido nesta quarta-feira (2) para Ponta Grossa e se diz arrependido do crime
Saudade, tristeza e revolta. São apenas alguns dos sentimentos que amigos e familiares de Juliana Nunes, 33 anos, tentam aprender a conviver desde a manhã de 27 de junho, quando a mulher foi encontrada morta dentro do bar que mantinha com o então companheiro e algoz, Anderson Barboza. A jovem foi asfixiada e espancada com um taco de beisebol . Barboza tentou fugir para o Paraguai com o carro da vítima, mas foi preso em Foz do Iguaçu e confessou o crime.
O crime chocou a sociedade ponta-grossense e gerou debates sobre a violência contra a mulher. Desde a prisão, o assassino confesso – que deixou até bilhetes no local do crime confirmando o homicídio – permanecia detido no oeste do Estado, mas foi transferido nesta quarta-feira para a carceragem da 13ª Subdivisão Policial (SDP). Ainda nesta quinta-feira (3), ele deve ser levado para a Cadeia Pública Hildebrando de Souza, onde deve aguardar o julgamento pelo crime.
Ainda na delegacia de Ponta Grossa, Barboza conversou rapidamente com o repórter Márcio Lopes, do programa COP e do portal aRede, sobre a noite em que tudo aconteceu. Sem saber o que falar, ele permanece calado durante boa parte das perguntas. Questionado sobre onde mora, ele conta que os pais moram em Uvaranas, mas que ele “morava com essa pessoa”, referindo-se a Juliana, com quem tinha uma casa no bairro Contorno.
Quando o assassino confesso é perguntado sobre a motivação para o crime, não consegue responder e continua em silêncio. “Não tenho o que falar, só ver o que o…”, tenta argumentar. Ele garante que a ex-companheira estava sob efeito de álcool na madrugada do crime e volta a afirmar que ela foi para cima dele depois de uma discussão, voltando à tese de legítima defesa. Barboza se diz “muito” arrependido e pede perdão à família e a Deus.
De poucas palavras, ele também foi perguntado sobre a relação do casal. “Depois que fez o bar, virou um inferno”, resume Barboza. Foi justamente no bar do casal que ocorreu o crime. Antes de encerrar a entrevista, o assassino confesso se defende. “Eu sempre fui um cara do bem, nunca fiz mal a ninguém, sempre procurei ajudar os outros e vou continuar assim”, completa.
Família contrata criminalista
Na tarde desta quarta-feira (2), após ser ouvida no inquérito policial que apura a morte de Juliana, a mãe da vítima, Celia Gomes da Silveira Nunes, contratou os serviços profissionais do advogado criminalista Ângelo Pilatti Junior. Recentemente, Juliana teria procurado o escritório do advogado em busca de um estágio. Ela cursava Direito na Faculdade Unopar. A partir de agora, Pilatti acompanhará as diligências necessárias e, após a denúncia do Promotor de Justiça, atuará como assistente do Ministério Público (MP).
Feminicídio
A delegada da Seção de Homicídios da 13ª SDP, Tânia Maria Sviercoski, deve enquadrar o caso como feminicídio – assassinato de mulheres por discriminação de gênero ou por violência doméstica.





















