‘CPI do Transporte’ quer convocar diretores da VCG
Vereador George de Oliveira (PMN) também quer que integrantes do Conselho Municipal de Transporte (CMT) sejam interrogados pelos membros da CPI

Vereador George de Oliveira (PMN) também quer que integrantes do Conselho Municipal de Transporte (CMT) sejam interrogados pelos membros da CPI
O vereador George de Oliveira (PMN), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte, quer convocar executivos da Viação Campos Gerais (VCG) e membro do Conselho Municipal de Transporte (CMT) para deporem. A proposta ainda é uma sugestão unilateral do parlamentar que deverá apresentar e discutir a medida com os outros quatro membros do CPI em reunião marcara para a tarde desta quarta-feira (21).
George lembrou que a presença dos diretores da VCG na Câmara poderá esclarecer alguns aspectos do reajuste que levou a tarifa a sair dos R$ 3,20 e saltar para R$ 3,70 em fevereiro de 2017. O presidente da Comissão lembrou que “falta transparência” na “grande maioria” dos documentos apresentados pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) que balizam o cálculo do reajuste da tarifa. “Queremos esclarecimentos sobre vários aspectos das planilhas”, afirmou o vereador.
Além dos executivos e diretores da VCG, o presidente da CPI também cogita convocar os membros do Conselho Municipal de Transportes (CMT), órgão responsável por sugerir o valor do reajuste. “Quero saber o porquê os conselheiros tem papel consultivo na grande maioria das deliberações feitas pelo órgão, mas quando o assunto é o valor da passagem o prefeito trata o Conselho como um órgão consultivo”, contou Oliveira.
A reportagem do Jornal da Manhã e do portal aRede entrou em contato com a VCG e com o presidente do CMT, Helmiro Bobeck. Via assessoria de imprensa, a Viação informou apenas que é direito da CPI e dos vereadores realizarem tal tipo de convocação. Procurado pela reportagem, o presidente do CMT demonstrou tranquilidade sobre o possível depoimento aos membros da CPI.
Helmiro lembrou que enquanto presidente do CMT está à disposição dos vereadores integrantes da CPI. “O Conselho tem um previsão legal e buscamos cumpri-la, no entanto o prefeito tem uma equipe técnica e avalia se acata ou não as sugestões do CMT”, lembrou o presidente. Bobeck ressaltou ainda que os conselheiros buscam dar cumprimento a uma planilha de custos efetiva por uma lei e por um contrato de concessão firmado entre Prefeitura de Ponta Grossa e VCG.
Ação judicial quer preço “intermediário” para passagem
O vereador George de Oliveira (PMN) é autor de uma ação judicial que pede a prática de um preço ‘intermediário’ no valor da passagem de ônibus. Levando em conta a inflação do período (janeiro de 2016 a janeiro de 2017), o parlamentar propôs que o valor da passagem fosse de R$ 3,35 até que as disputas judiciais sobre o tema fossem resolvidas. Outras duas ações judiciais terminaram em decisões liminares que fizeram com que o preço da passagem ficasse em R$ 3,20 até que uma liminar conquistada pela VCG no Tribunal de Justiça reformou a decisão de primeira instância.
VCG lamenta ‘desconhecimento’
O presidente da CPI já questionou a confecção das planilhas que servem como base para o cálculo do valor da tarifa. Em nota, a VCG se manifestou sobre o assunto e afirmou lamentar o “desconhecimento do legislador diante dos fatos”. A empresa informou que não elabora as planilhas que são levadas à análise do Conselho Municipal de Transportes e essa é, segundo a VCG, uma atribuição exclusiva do poder concedente. “Para isso, todos os mecanismos de aferição de passageiros e quilometragem percorrida, bem como custos do sistema necessários para composição tarifária, são fiscalizados e auditados pelo município ao longo de todo o ano e pelo CMT a cada reajuste”, informou a empresa via assessoria de imprensa.





















