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George questiona planilhas da VCG e quer tarifa a R$ 3,35

Presidente da ‘CPI do Transporte’ emitiu nota publica questionando a empresa concessionária. VCG afirma que parlamentar “desconhece a legislação”

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Afonso Verner

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Presidente da ‘CPI do Transporte’ emitiu nota publica questionando a empresa concessionária. VCG afirma que parlamentar “desconhece a legislação”

O vereador George de Oliveira (PMN), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o reajuste no valor da passagem do transporte coletivo em Ponta Grossa, emitiu uma nota oficial questionando a Viação Campos Gerais (VCG), empresa concessionária do serviço. O parlamentar questionou o fato das planilhas de custos do sistema, analisadas no momento da concessão do reajuste, serem, segundo George, confeccionadas pela própria companhia.

Em nota oficial, George afirma que solicitou as planilhas que são utilizadas para o cálculo da passagem. “Notou-se, na CPI, que absolutamente todas as planilhas são elaboradas pela própria VCG (vindo, inclusive, no timbre da empresa), o que contraria a lei. Ainda, os números nas planilhas que tratam da quantidade de passageiros não vem sendo fiscalizados pelo município e, pior, não é possível atestar sua veracidade por não possuírem nenhum tipo de comprovação”, afirmou em nota.

Diante desse fato, George questionou a veracidade do conteúdo das planilhas. “Como é possível verificarmos, além dos números jogados a esmo nas planilhas confeccionadas pela própria VCG, se realmente houve redução e não aumento do número de usuários do transporte público?”, disparou Oliveira. O vereador reafirmou que as planilhas baseiam o cálculo do reajuste no valor da tarifa e por isso não poderiam ser confeccionadas pela empresa.

Também via assessoria de imprensa, a VCG se manifestou sobre o assunto. A empresa firmou lamentar o “desconhecimento do legislador diante dos fatos”. A empresa informou que não elabora as planilhas que são levadas à análise do Conselho Municipal de Transportes e essa é, segundo a VCG, uma atribuição exclusiva do poder concedente. “Para isso, todos os mecanismos de aferição de passageiros e quilometragem percorrida, bem como custos do sistema necessários para composição tarifária, são fiscalizados e auditados pelo município ao longo de todo o ano e pelo CMT a cada reajuste”, informou a empresa em nota.

Tarifa intermediária

Oliveira (PMN) é autor ade uma ação judicial que pede que o valor da tarifa seja praticado no valor de R$ 3,35, preço que levaria em conta a inflação acumulada entre janeiro de 2016 até janeiro de 2017.

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