VCG rebate Carta Aberta e ressalta legalidade da tarifa
Em nota oficial, empresa lembra que reajuste foi aprovado pelo Conselho Municipal do Transporte e garante seguir todas as normas de transparência
Em nota oficial,
empresa lembra que reajuste foi aprovado pelo Conselho Municipal do Transporte
e garante seguir todas as normas de transparência
O debate em torno do preço da tarifa no transporte público
de Ponta Grossa ganhou novos contornos nesta segunda-feira (22), depois que 18 entidades
assinaram uma “carta aberta” apoiando as liminares que suspenderam o reajuste no
preço da passagem. A Viação Campos Gerais (VCG), concessionária do transporte
coletivo na cidade, publicou uma nota questionando diversos pontos das decisões
judiciais e também da carta aberta.
“Ao contrário do que afirma a publicação, o valor da tarifa
até então vigente está de pleno acordo com a realidade vivenciada no município
e com contrato em vigor”, destaca a nota. “Tanto que este reajuste foi aprovado
no Conselho Municipal de Transportes (CMT) pelos membros de diversas entidades
que o compõe, muitas das quais assinam a publicação em questão”, prossegue o
comunicado, referindo-se à “carta aberta”.
A empresa também ressalta que o valor da passagem não foi o
que levou a juíza Luciane Virmond Cesar, da 2ª Vara da Fazenda Pública, a
suspender o reajuste. “(…) e sim que, aos olhos da justiça, até o momento não ficou
comprovado o devido cumprimento do rito burocrático para o reajuste, nada além
disso, fato este que será devidamente esclarecido ao juízo nos próximos dias”,
garante a VCG.
Ainda na nota, a concessionária questiona o argumento de que
o contrato não é “suficientemente fiscalizado”. Segundo a empresa, “todos os
itens utilizados no cálculo tarifário estão sobre pleno controle da AMTT
[Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte] que além de fazer pesquisas
próprias, tem acesso diário à movimentação de passageiros transportados pelo
sistema de bilhetagem eletrônica, coleta mensalmente os discos de tacógrafo dos
veículos, relatórios operacionais, notas fiscais de insumo, relação da folha de
pagamento, além de ter em sua posse toda a contabilidade da empresa
concessionária”, frisa.
A VCG também lembra que no início do contrato vigente, foi
realizada uma ampla auditoria em todo o sistema com participação do CMT e
outras entidades, “inclusive, e principalmente, a ACIPG, que cedeu funcionários
e até diretores para medir in loco km de linhas, acompanhar abastecimento dos
ônibus lacrando tanques de combustível dos ônibus e catracas para auferir o
número de passageiros”. A empresa destaca que não foi encontrada qualquer
irregularidade nestas auditorias.
Sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada
na Câmara de Vereadores para analisar a planilha do transporte coletivo, a VCG
disse entender “que os parlamentares têm o direito e a obrigação realizar as
investigações que entenderem necessárias, porém, isto não pode servir de pretexto
para se fazer descumprir um contrato em vigência que, até o momento, nem na CPI
atual, nem nas CPIs anteriores, teve qualquer irregularidade comprovada”.
Carta aberta
Em conjunto, 18 entidades de Ponta Grossa publicaram uma
“Carta Aberta” demonstrando apoio as duas liminares assinadas pela juíza
Luciana Virmond Cesar, da 2ª Vara da Fazenda Pública, que na semana passada
suspendeu o Decreto 12.635 garantindo a redução da tarifa do transporte
coletivo da cidade de R$ 3,70 para R$ 3,20. O novo valor passou a vigorar na
última sexta-feira (19), após o prefeito Marcelo Rangel acatar a decisão da
magistrada.
O documento ressalta que a diminuição no preço
cobrado vai ao encontro dos anseios dos usuários, retomando a discussão a
respeito da tarifação no município. “Algo que vemos como fundamental visto que
não há um convencimento público de que os valores apresentados estão de acordo
com a realidade vivenciada”, afirma o texto.