Família cobra Justiça no caso de gari atropelado em 2014
Rodrigo Antônio Levandoski foi atropelado enquanto trabalhava e motorista fugiu do local; denúncia ainda não foi oferecida pelo MP

Rodrigo Antônio Levandoski foi atropelado enquanto trabalhava e motorista fugiu do local; denúncia ainda não foi oferecida pelo MP
O atropelamento de um gari no último fim de semana no Jardim Sabará, em Ponta Grossa, lembrou outro caso semelhante ocorrido há mais de três anos, também no município. A diferença entre o acidente envolvendo Junior de Jesus Correia, há poucos dias, e o caso de Rodrigo Antônio Levandoski, é que na situação mais recente, o motorista parou para prestar socorro à vítima.
Muito diferente do que aconteceu em 3 de janeiro de 2014, quando Levandoski foi atropelado por um Vectra na região central de Ponta Grossa, quase em frente ao Pronto Socorro Municipal. Naquela ocasião, o motorista fugiu sem prestar atendimento à vítima, mas o acidente foi flagrado por câmeras de segurança e por várias testemunhas, o que levou à identificação do condutor do carro pouco depois do acidente.
Depois do acidente, o gari teve que ficar internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Bom Jesus e só voltou a trabalhar quase um ano depois. O acidente mais recente trouxe à tona a situação do caso de Levandoski, que segue sem ao menos chegar às mãos do Judiciário mais de três anos depois. “A revolta maior da família é a demora que está o processo, desde 2014, sem que até agora o atropelador tenha sequer sido denunciado pelo Ministério Público”, frisa o advogado da família, Angelo Pilatti Junior.
Além de Pilatti, Fernando Madureira também atua como assistente da Promotoria e, juntos, vêm pressionando as autoridades para que encerrem o inquérito policial. “Devido às inúmeras diligências e perícias do acidente, ainda não forneceram elementos suficientes para a elaboração da denúncia criminal, na qual o Ministério Público irá avaliar se denuncia o atropelador por crime culposo (acidente de trânsito), ou por crime com dolo eventual, quando o motorista não quer o resultado, mas assume o risco de produzi-lo”, completa Pilatti.
Para o advogado, o caso deve ser considerado doloso porque, conforme consta no inquérito, além de não prestar socorro, o motorista estava acima do limite de velocidade. “O fato foi presenciado inclusive por uma Juíza de Direito, que encontrava-se trafegando com seu veículo, no momento dos fatos, pois estava atrás do caminhão de lixo, que estava parado, para os demais garis recolhessem o lixo, quando Rodrigo foi atropelado”, ressalta Pilatti.
O inquérito ainda está na fase de diligências e a Promotoria aguarda a conclusão do trabalho determinar o início da ação penal.





















