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Gari volta ao trabalho dez meses após atropelamento

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Gabriel Sartini

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O gari Rodrigo Antonio Levandoski voltou ao trabalho 293 dias após o grave acidente que quase lhe tirou a vida. No dia 3 de janeiro de 2014 Rodrigo foi atropelado na região central de Ponta Grossa – o motorista do carro responsável pelo acidente, identificado como Mauro José Dziurza, estava em alta velocidade e fugiu do local sem prestar socorro ao rapaz. Rodrigo retornou ao trabalho como gari há pouco menos de um mês.

Após o gravíssimo acidente, Rodrigo ficou internado por quinze dias na unidade de tratamento intensivo (UTI) do Hospital Bom Jesus. Para o pai do jovem, Marcos Levandoski, o mais importante é ver Rodrigo voltar a levar uma vida normal. “Meu sonho era ver ele saindo andando do hospital. Hoje, graças a Deus, o Rodrigo já está trabalhando normalmente”, contou Marcos. Rodrigo sofreu lesões generalizadas pelo corpo, além de graves ferimentos no rosto. O rapaz que tinha como hobby a corrida noturna ainda não consegue se exercitar – o rapaz ainda deve fazer uma cirurgia no joelho para corrigir pequenas lesões.

O gari voltou a trabalhar no setor administrativo da Ponta Grossa Ambiental (PGA) e ainda deverá passar por fisioterapia para ficar totalmente recuperado. O motorista envolvido no caso se apresentou a Polícia dois dias após o acidente e preferiu não falar com a imprensa. César Gasparetto, advogado de defesa, argumentou na época que a situação se tratava de um acidente e que Mauro só não prestou socorro a vítima porque Rodrigo foi ajudado pelos amigos de trabalho. O advogado também negou que Mauro estivesse em alta velocidade.

Família aguarda denúncia do Ministério Público

Angelo Pilatti, advogado que da família de Rodrigo, aguarda a denúncia do Ministério Público sobre o caso. O inquérito já foi concluído pela Polícia Civil e Angelo acredita que o motorista que Mauro seja acusado por tentativa de homicídio, agravada pelo fato de não ter prestado socorro. “Aguardamos a denúncia do MP para trabalhar como assistente de acusação. Nossa intenção é que o denunciado também responda por dano moral”, contou Pilatti.

Informações do Jornal da Manhã.

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