Câmara tem cadeiras danificadas após votação
Assentos de vereadores e cadeiras dentro do plenário foram rasgados depois que a Câmara arquivou projeto que analisaria a possibilidade de ‘pedaladas’ do atual prefeito.

Assentos de vereadores e cadeiras dentro do plenário foram rasgados depois que a Câmara arquivou projeto que analisaria a possibilidade de ‘pedaladas’ do atual prefeito.
A Câmara Municipal de Ponta Grossa foi parcialmente depredada após o final da sessão de segunda-feira (24) que definiu o arquivamento da criação de uma Comissão parlamentar Processante (CPP) contra o atual prefeito Marcelo Rangel (PPS). Cadeiras de vereadores e de pessoas que acompanham as sessões dentro do plenário tiveram o assento rasgado. Placas com o nome de alguns dos representantes foram danificadas e até mesmo fios de telefones acabaram cortados.
A sessão foi marcada por um clima tenso entre os populares que acompanhavam a votação e os próprios vereadores. O clima ficou ainda mais hostil depois que o presidente da Câmara, Sebastião Mainardes (DEM), recebeu um mandado de segurança da 1ª Vara da Fazenda Pública obrigando que a CPP só fosse instaurada com a aprovação de dois terços dos vereadores (ou seja, 16 dos 21 membros da casa) – o regimento interno afirma que a Comissão pode ser instaurada com a maioria simples dos votos (12, portanto).
A sessão foi paralisada por quase uma hora após o recebimento do mandado de segurança e retomada na sequência. Na votação, a abertura da CPP obteve 12 votos favoráveis e 11 contrários – o que, de acordo com o regimento interno, obrigaria a instauração de investigações contra Rangel. No entanto, o presidente da Câmara cumpriu o que foi determinado pela Justiça e, sem a aprovação de 16 membros, arquivou o processo. A decisão revoltou populares que acompanhavam a sessão.
A denúncia contra Marcelo Rangel foi impetrada pelo vereador Antonio Laroca Neto (PDT) na última segunda-feira (17). O documento relata que o atual prefeito teria retirado R$ 1 milhão do Fundo do Mercado da Família e realocado para as contas do município, para utilização em outros setores da administração. No sábado (22), a Justiça Eleitoral impediu a votação sob alegação de que a denúncia possuía caráter eleitoreiro – para prejudicar a campanha de Rangel à reeleição. No entanto, no domingo (23), Laroca conseguiu uma liminar que garantisse a votação.





















