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F1 2014: O tiro pela culatra das mudanças no regulamento

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Parece que a ideia de alterar as regras e alterar os motores para a temporada 2014 da Fórmula 1 foi um baita tiro pela culatra. Malmente se passou uma semana da última etapa da temporada 2013 e muito já se falou – negativamente – das mudanças que, surtiram em resultados totalmente contrários aos esperados: O som dos ‘novos’ F1, a atração de novas montadoras e o custo por equipe. E isso que nem falamos a respeito da velocidade menor dos carros, menos potentes e mais pesados.

A começar por algo que todos já sabiam da baixa: o ronco dos motores. O característico som dos bólidos, aquele gritado das altas rotações por minuto (18 mil), quase como um zumbido ao passar, é coisa do passado. Agora, em um motor V6, de apenas 1,6l, as revoluções chegarão a 15 mil por minuto. Abafadas por um gigantesco turbo. Ou seja: o fortíssimo ronco, e suas ondas sonoras, um vício que atrai o público aos autódromos, não terá um peso tão grande na influência para os fãs assistirem in loco.

O próprio ‘chefão’ da F1, Bernie Ecclestone, afirmou, há uma semana, ao jornal espanhol ‘Marca’: “Acho que as mudanças dos motores foi um erro”. E ainda emendou: “O que temos está bom, todo mundo gosta, então porque mudar?”.

Neste fim de semana, um vídeo, de uma ‘Ferrari camuflada’ experimentando o novo motor V6 turbinado, pipocou na internet. O som não ficou tão horrendo quanto eu imaginava. Mas, claro, não chega nem perto do que vemos hoje. Aos curiosos, aí está: http://www.youtube.com/watch?v=od3H6Jxisfk

Sobre a atração das novas montadoras/fornecedores... nem precisa comentar, certo? Nesta temporada, o grid contava com quatro fornecedores de motor. Para 2014, serão apenas três (Ferrari, Renault e Mercedes-Benz). Ou seja: perdemos a tradicionalíssima Cosworth. Para 2015, a Honda já confirmou o retorno, como fornecedora da McLaren. Mas só.

Sobre os custos, é de se concordar que criar um projeto novo, do zero, custa muito mais caro. Mas a intenção, com as novas regras, era barretear os custos às equipes e a quem interessasse entrar na categoria. Neste domingo, o dirigente da Red Bull, Christian Horner, declarou que os custos para a temporada 2014 podem subir até € 40 milhões (ou seja, cerca de R$ 125 milhões). Se já é um alarde para a RBR, que mais despeja dinheiro no esporte, para as equipes menores o impacto será ainda maior: terão ainda mais dificuldade ao desenvolver o carro para ficarem mais competitivas.

E isso que não falamos em todas as outras mudanças, como no bico mais baixo, sistemas energéticos (ERS), aerodinâmica, dimensões e afins.

Agora, infelizmente, já é tarde para voltar para trás.

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