Colômbia não quer repetir fracasso de Copas passadas

Apesar do status de cabeça de chave e a vitória convincente contra a Grécia colocarem ainda mais favoritismo na Colômbia, tudo isso tem sido deixado de lado pelo técnico argentino José Pekerman para evitar que, assim como no passado, a boa fase do time seja interrompida por tropeços e badalação.
Na véspera do jogo decisivo contra a Costa do Marfim pela liderança do Grupo C, Pekerman fez "autocrítica" para esfriar os ânimos do time colombiano. O exemplo mais notório do trauma da Colômbia é a Copa de 94, quando foi apontada por Pelé como favorita ao título e não passou da primeira fase.
"Os favoritos têm potencial que é conhecido, mas ainda assim custam a ganhar a partida. Temos que pensar nisso. Os jogadores colombianos sabem diferenciar tudo isso e estão preparados. Temos autocrítica", diz Pekerman.
Um dos destaques do time, o meia James Rodriguez adota discurso similar. "Crescemos muito em termos de futebol, mas em mentalidade também", disse.
Ao contrário de outras Copas, a Colômbia conta com dois trunfos para conseguir um bom desempenho no Brasil. O primeiro deles é a inédita experiência internacional dos atletas, muitos deles jogando na Europa.
Outro ponto é jogar com amplo apoio da torcida. São esperados mais de 16 mil colombianos na partida desta quinta-feira (19), em Brasília.
"O povo esperou muito por esse momento e obteve a resposta da equipe. Essas situações nos unem, queremos o melhor pela Colômbia e todos esses torcedores próximos nos motivam como se estivéssemos em casa", afirma o técnico.
Colômbia e Costa do Marfim jogam às 13h desta quinta-feira (19), no estádio Mané Garrincha. Quem vencer praticamente garante a classificação para as oitavas de final e, de quebra, fica com grandes chances de ficar em primeiro lugar e conseguir escapar da favorita Itália no cruzamento.
A oportunidade de sair do caminho da Itália poderia ser mais uma motivação para os colombianos, mas Pekerman prefere repetir a autocrítica: pensar na classificação seria "fatal".
"Estamos focando a Costa do Marfim e não podemos fazer prognósticos. Não podemos imaginar rivais ou cruzamento de chave porque seria fatal. Um resultado poderia mudar toda a história e seria falta de respeito com as outras equipes. Veremos isso depois de amanhã".
Informações da Folhapress.





















