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'A Origem' é uma aventura curta, mas cativante

A minissérie de quatro episódios da Netflix aposta em seu estrelado elenco e busca trazer uma história original se diferenciando da fórmula e visuais da série ‘The Witcher

A minissérie é uma prequel de ‘The Witcher’ e buscar contar as origens do mundo em que as aventuras de Geralt de Rivia se passam
A minissérie é uma prequel de ‘The Witcher’ e buscar contar as origens do mundo em que as aventuras de Geralt de Rivia se passam -

Da Redação

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Quando pensamos no universo de ‘The Witcher’, o rosto de Henry Cavill como Geralt de Rívia é uma das primeiras imagens que vêm à cabeça. Por isso, é estranho imaginar uma produção da franquia sem a aparição do personagem. Ainda assim, mesmo antes da anunciada saída de Cavill da produção, a Netflix decidiu apostar nesse cavalo e criou ‘The Witcher: A Origem’, uma história derivada que se passa a mais de um milênio antes da primeira menção ao nome de Geralt. Mesmo sem seu principal personagem, a franquia encontra equilíbrio entre carisma e épico em uma história que vai direto ao ponto.

A minissérie comandada por Déclan de Barra desvenda alguns mistérios do universo ‘Witcher’ enquanto entretém com sete protagonistas um tanto peculiares. O grupo, que lembra a formação clássica de uma campanha de RPG com as mais variadas habilidades, se reúne ao longo dos três primeiros episódios com um objetivo comum: destronar a imperatriz élfica Merwyn (Mirren Mack), que dizimou todos os clãs élficos para governar o mundo. 

Essa história é contada com ótimas atuações do hepteto principal, que entrega atuações infinitamente superiores ao elenco coadjuvante. Toda a campanha de marketing feita sobre a presença de Michelle Yeoh, nome mais famoso do elenco, não é por acaso. Mesmo sua personagem não sendo a mais importante para a história, é o brilhantismo de Yeoh que nivela as interações do elenco para cima; ela e os demais seis protagonistas fazem a história girar com muitas doses de carisma e alívio cômico.

ORIGINALIDADE

A trama de ‘A Origem’ se esforça para ser original em um universo com tom já estabelecido e, para isso, abre mão do sombrio em troca do fantástico. Até mesmo em suas cores e tons, a fotografia aqui é mais colorida e iluminada, evitando os pântanos escuros e as estradas noturnas de ‘The Witcher’. No contexto em que estreia, é inevitável a comparação entre a série e os sucessos ‘Anéis de Poder’, e ‘A Casa do Dragão’. Entretanto, não há espaço para que ‘A Origem’ alcance a grandiosidade das concorrentes. Por mais que a história mostre possibilidades de expandir seus horizontes, a minissérie já nasce limitada. 

Ainda assim, a minissérie cumpre o que promete, um épico divertido num formato compacto. Apesar de não se descolar completamente de ‘The Witcher’, ‘A Origem’ é um bom entretenimento para quem não tem contato com o universo de Andrzej Sapkowski. Os quatro episódios do derivado deixam aprendizados para a série principal, que pecou em apostar apenas na presença de Cavill

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