Ponta Grossa
Aliel Machado defende parcerias que melhoram a vida da população
Deputado federal critica polarização, enumera importantes recursos para Ponta Grossa e região e afirma que mandato trabalha para a população
Lucas Ribeiro | 30 de agosto de 2025 - 06:50

Ponta-grossense de Vila Hilgemberg, Aliel Machado Bark é um político paranaense que atua como deputado federal pelo Partido Verde (PV), função que ocupa pelo terceiro mandato seguido. Representante da base do Governo Federal, da cidade de Ponta Grossa e dos Campos Gerais, ele se destaca por seus projetos de cunho social e ambiental, sendo voz ativa pelo Estado do Paraná no Congresso Nacional. Hoje, Aliel Machado é o terceiro entrevistado na série ‘Eleições 2026’, uma produção do Grupo aRede em parceria com o Blog do Doc.com.
No decorrer de sua conversa, Aliel reforçou suas ações, desde as mais simbólicas até os grandes investimentos que transformaram a vida de milhares de ponta-grossenses e paranaenses ao longo de sua carreira política. O deputado relembrou todas as obras em ação que mudarão a cidade de Ponta Grossa.
O parlamentar também conversou sobre o atual pré-cenário eleitoral vivido pelo Paraná, que irá eleger um novo governador nas eleições do próximo ano, e reforçou seu posicionamento contra a polarização vivida na política nacional. Confira a entrevista completa abaixo:
Portal aRede/Jornal da Manhã: Você pretende apresentar seu nome novamente para continuar o seu trabalho em Brasília?
Aliel Machado (Partido Verde): Estou muito focado no mandato como deputado, porque o nosso mandato tem muitos desafios. Começamos muitas obras, desafios que precisam ser concluídos. E a gente sempre está correndo contra o tempo porque as coisas são demoradas, burocráticas, caras. Mas a questão eleitoral ainda está um pouco ‘escuro’. Ainda não temos todas as informações. Tem muita especulação [...] Então, ainda está muito nebuloso tudo isso, mas a gente tem conversado, naturalmente, assim como todos que estão na política têm conversado sobre o futuro.
aRede/JM: Aliel, como que você imagina o cenário eleitoral daqui a um ano?
Aliel: Infelizmente a polarização tem a tendência de continuar. Então, os líderes políticos, eles não querem abrir espaço para outro, o que a gente chama de furar a bolha. [...] Hoje você tem o Governo Federal com as ações que vem realizando, com os investimentos, com o PAC, com as obras e agora com o enfrentamento na decisão do Donald Trump [...] Tem o ex-presidente Bolsonaro, que tem uma condenação, uma inelegibilidade e está sofrendo aí agora esse processo criminal. Esse julgamento que acontece sobre as denúncias que ele recebeu. E ele concentra esse debate. Ele tenta tirar o foco do debate do processo criminal e traz para o debate político, porque com isso ele fortalece a polarização dos seus seguidores, dos seus apoiadores para que eles sobrevivam. [...] Porque ele quer focar, ele quer trazer luz para o debate político para desviar da discussão do processo criminal e com isso aumenta a polarização. Então, é o debate que está acontecendo aí. Infelizmente isso dificulta a discussão de projeto, de futuro, de propostas, porque atrapalha. É uma discussão que a gente vê os ânimos à flor da pele. [...] Estou dizendo de todos os lados, uma polarização que não é bom. E que o que menos se discute é resultado, proposta, projeto, futuro, país. Isso é uma coisa muito triste, me preocupa bastante.
aRede/JM: Ao nível estadual [...], a gente vê até o próprio governador Ratinho Junior como um pré-candidato à presidência [...] Como que você tem visto essa discussão?
Aliel: O governador tem uma boa aprovação, mas entendo particularmente que ele tem uma grande dificuldade de furar a bolha, porque ele não vai ser um candidato do Lula, lulista, e ele não vai ser um candidato bolsonarista. [...] Agora, é importante para o Paraná o debate que está acontecendo em relação à candidatura estadual, porque como o governador não pode ser candidato à reeleição, o que se discute agora é um novo nome. Têm nomes do grupo do governador que se destacam ali e estão tendo um protagonismo nas ações que o Estado está fazendo. [...] Mas está muito pesado ainda essa disputa. Ninguém sabe, nem o próprio governador, o que vai acontecer. Quem vai ser os candidatos às vagas ao Senado, quem vai ser o candidato do grupo do governador. Ao governo do Estado. Então está bem nebuloso tudo isso ainda.
aRede/JM: Trazendo um pouco para Ponta Grossa [...] Você acredita, Aliel, que teremos espaço para mais deputados (representando Ponta Grossa) ou de repente até será reduzida as cadeiras?
Aliel: Ter mais representatividade é importante, mas não tem como você fazer uma calculadora e dividir os votos. Uvaranas vai ficar com o Aliel. Oficinas vai ficar com o João. O outro vai ficar com o não sei quem. Não tem como. Então o eleitor vai procurar escolher o seu candidato e o eleitor tem perfil diferente. [...] Têm vários perfis de eleitor e todos na democracia são válidos. É o eleitor que tem o direito. [...] Esse debate, ele acontece não só aqui. Ele acontece em qualquer lugar, qualquer cidade fala sobre isso. Nós não temos só Ponta Grossa. Temos que lembrar da importância da região dos Campos Gerais, da atuação que temos aqui e desejo sorte para todo mundo.

aRede/JM: Agora conta para a gente o quanto que você já conseguiu, em termos de recursos, para a região e para o Paraná como um todo?
Aliel: Para o Paraná eu não tenho essa conta aqui na cabeça, porque são anos de trabalho, têm muitas coisas, recursos volumosos e verbas que não são tão grandes, mas são simbólicos. [...] Nunca se fez tanto pela cidade de Ponta Grossa com obras estruturantes como estamos fazendo agora. Vamos estar já com a obra em andamento no próximo ano. [...] O novo hospital em Ponta Grossa, mais de 15 mil m². Ele é maior do que o hospital inicial do Hospital Universitário (HU-UEPG). São 263 novos leitos, mais de 60 leitos de UTI. E não é o tijolo, não é o ferro ou o cimento. É a humanização. [...] O tratamento do câncer, maior desafio da atualidade. Vamos ter o aparelho mais moderno do mundo. A obra já começou do novo Hospital do Câncer, junto à Santa Casa de Ponta Grossa. Maternidade e leitos de UTI pediátrico, 10 novos leitos de UTI pediátrica na Santa Casa. Então, assim, Eduardo, é muita coisa que está acontecendo. [...] Todas as vilas de Ponta Grossa têm uma obra nossa, alguma coisa acontecendo, até coisas mais simbólicas. [...] Então, assim, faz sentido a política quando é para melhorar a vida das pessoas, mas se for para responder essa tua pergunta, o que eu diria para alguém? O amor pela cidade. O diálogo que a gente está tendo com a Prefeitura, deixando de lado briga, disputa política, partido, essas coisas não importam. O que importa para o gestor é você ser compromissado com o que é correto e certo, trazer resultado. Então assim, defenda a tua cidade. Fui um dos que mais trouxe recurso quando era o governo Bolsonaro e agora no governo muito mais, no governo Lula, não me importa cor partidária, não me importa. Não me importa ficar brigando e gritando lá, tomando como fizeram agora, coisa mais feia, tomaram a Câmara Federal para não ter sessão porque querem impor a vontade deles e o trabalho e as leis importantes que a gente precisa fazer. [...] O ‘Farmácia Popular’. São milhares de famílias em Ponta Grossa mensalmente que estão tendo acesso a medicamentos gratuitos que aprovamos em Brasília. [...] Então assim, tem bastante coisa e acho que a gente tem como fazer a conclusão de todo esse trabalho. Estou concentrado no mandato agora para poder dar andamento tudo o que falei aqui, o que precisa andar um pouco mais, a gente empurrar para andar rápido e aquilo que está se concluindo para começar a funcionar e a gente entregar esses resultados.
aRede/JM: [...] Sua relação com a prefeita aqui é um exemplo de que essa polarização ela não deve ocorrer [...] porque você é representante da base do Governo Federal, do governo Lula. A prefeita, ela esteve na campanha do Jair Bolsonaro. Ela é de direita, já disse. E mesmo assim trabalham juntos para o bem da população.
Aliel: Quando trouxemos os médicos para Ponta Grossa, o Governo Federal não perguntou quem a prefeita apoiou. Quando trouxemos a Policlínica, o novo hospital, escola, CMEI, posto de saúde [...] a prefeita também não perguntou de onde estava vindo o dinheiro [...]. Quando fui atrás dos médicos [...] e dessas obras, alguém me perguntou se eu seria candidato a prefeito lá atrás e falei que o nosso grupo deveria ter um candidato e que poderia ser eu. Quando anunciei os médicos falaram: "O Aliel não vai ser candidato a prefeito e ele está apoiando a prefeita". Falei: "Não, não estou apoiando a prefeita, serei candidato". "Não, mas você está ajudando ela"? Falei: "Não, não estou ajudando ela, eu estou ajudando a cidade, ela é a prefeita". “Mentira, você não é candidato.” Fui candidato, fui adversário da prefeita. Ela ganhou a eleição, eu fiz 20% dos votos da cidade, quase 36 mil. Sou muito grato por isso. Mas acabou a eleição. Não podemos colocar as brigas e a confusão para travar a cidade como muitos fizeram por anos em Ponta Grossa. Além de não ajudar, ficam falando mal no rádio. Ficam falando mal nas articulações políticas, travam o desenvolvimento de projetos porque querem que o outro se dê mal para ser alternativa. Está errado. E a população está percebendo isso. [...] Para mim pouco importa, as pessoas não me perguntam de que partido que eu sou. [...] As pessoas falam: "Preciso que você resolva isso". E é isso a minha função e é isso que quero fazer pela cidade e estou fazendo. Estou muito feliz. Não consegui antes, porque sem a prefeitura, muitas coisas não acontecem. Eu não conseguiria a Policlínica, se a prefeitura não protocolasse. Não conseguiria as casas do Minha Casa, Minha Vida, se a prefeitura não protocolasse. Não conseguiria o dinheiro do custeio que trouxe para Ponta Grossa e a prefeitura não protocolasse. Não conseguiria o asfalto para mais de 10 vilas da cidade que estamos fazendo, se a prefeitura não protocolasse. Então, por que vou brigar com a prefeita? É um erro.

aRede/JM: Gostaria que você comentasse, deputado [...] o uso da capacidade de investimento da Itaipu nos municípios. [...] Anos atrás, você não via esse investimento, essa proximidade de capacidade de investimento da Itaipu com o asfalto, no meio-ambiente. [...] Como que tá se dando essa relação.
Aliel: A Itaipu é uma empresa pública do Governo Federal, de propriedade 50% do Paraguai e 50% do Brasil. Tinha uma decisão política de que os recursos e a lucratividade que a Itaipu tinha, deveria ser investido somente nos municípios ao entorno da Itaipu. E agora teve uma decisão do presidente Lula, ele até determinou que se ampliasse para todos os municípios do Paraná e também para alguns municípios do Mato Grosso do Sul. [...] Então, esse recurso, que obrigatoriamente fica aqui, antes era utilizado para grandes obras estruturantes, mas não chegava nos municípios como está chegando agora. A Itaipu está ajudando Ponta Grossa a ter o tratamento do câncer. O bunker que está sendo construído é, junto ali ao hospital, o ex-Hospital Evangélico, a Itaipu doou para Ponta Grossa. [...] Sete vilas de Ponta Grossa estão recebendo pavimentação asfáltica com calçada, com o que a gente chama de destinação correta da água através da microdrenagem, através de doação da Itaipu. E aí têm várias entidades. [...] Então assim, não se via antes porque não tinha isso. A Itaipu era proibida de destinar recursos. E agora por decisão do atual governo (Lula), coordenada pelo Enio Verri, que é o diretor-geral brasileiro da Itaipu, [...] esses recursos estão chegando em várias cidades, quase a totalidade das cidades do Paraná e para questões muito importantes, social e ambiental. Faz muita diferença.
aRede/JM: Aliel, nessa trajetória sua aí ao longo desses mandatos, esse terceiro mandato [...] O que fica de mais gratificante?
Aliel: Existem vários momentos. Fui o relator de um dos projetos mais importantes para a área ambiental e econômica do nosso país, que é o ‘Mercado de Carbono’ [...] Outra questão que me emocionou muito foi quando tivemos a Reforma da Previdência e consegui convencer meus pares a não aprovar uma medida que proibiria que homens pobres, idosos, perdessem o direito de se aposentar por idade e tempo de contribuição. [...] Agora, há pouco tempo, uma pessoa que mora próximo da minha casa vizinha veio me agradecer e me perguntar como que ia funcionar o ‘Farmácia Popular’, porque a mãe dela usa fralda, é uma idosa e agora tem fralda no ‘Farmácia Popular’. [...] Um jovem em Ponta Grossa, Eduardo, que hoje recebe o programa ‘Pé de Meia’. Um moleque de 16 anos que agora não vai sair da escola. A evasão estava grande e ele tem uma perspectiva, pode comprar o próprio tênis, pode ali colocar uma internet no celular para estudar em casa, porque na sala de aula ele não pode mais usar o celular, ainda bem. Então assim, são muitas coisas, não dá para focar numa só [...], mas o mais marcante da minha vida, Eduardo, na política, foi o encontro que tive com o Papa Francisco. [...] Ele falou que a melhor forma de se fazer caridade que existe é através da política, porque você não faz para uma pessoa, você faz para o coletivo e você não dá esmola, você está fazendo um trabalho social e a política é para fazer isso. [...] Então cada uma dessas ações que aconteceram comigo são ações que me marcaram bastante.

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