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Gestão Elizabeth prepara maior banco de projetos da história de Ponta Grossa

Governo municipal estrutura pacote robusto de obras e estudos para acelerar investimentos em infraestrutura e mobilidade com metas ambiciosas a partir de 2026

O Município de Ponta Grossa ainda deve captar recursos para mais 25 km de asfalto em território urbano para completar o projeto de 100% de pavimentação.
O Município de Ponta Grossa ainda deve captar recursos para mais 25 km de asfalto em território urbano para completar o projeto de 100% de pavimentação. -

A Prefeitura de Ponta Grossa está montando um dos maiores bancos de projetos já estruturados no município, com foco direto na captação de recursos estaduais, federais e internacionais a partir do próximo ciclo orçamentário. A estratégia, coordenada pelas Secretarias de Infraestrutura e de Projetos Estratégicos em conjunto com o Instituto de Pesquisa e Planejamento (Iplan), busca garantir que a cidade tenha propostas técnicas e prontas para execução, passo fundamental para acessar financiamentos e convênios.

Para a prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil) o objetivo é claro: criar o maior pacote de projetos da história da cidade. A iniciativa não se limita a ideias ou estudos preliminares. Trata-se de um conjunto estruturado de intervenções com planejamento técnico consolidado, estimativas orçamentárias e viabilidade definida, o que aumenta significativamente as chances de aprovação junto a órgãos financiadores.

Este movimento acompanha uma tendência nacional de profissionalização da gestão pública, na qual municípios que apresentam projetos executivos completos saem na frente na disputa por recursos. Em Ponta Grossa, a meta é transformar planejamento em obras concretas, com impacto direto na qualidade de vida da população.

Projeto de 100% de asfalto é prioridade

Entre os principais eixos do banco de projetos está o avanço da pavimentação urbana, com destaque para o programa Asfalto Novo PG. A iniciativa entra em novas etapas em 2026, das quais o secretário Luiz Honesko destacou ao Portal aRede existir mais 25 km de projetos prontos, que ainda estão em etapa de captação de recursos. Ao todo, R$ 75 milhões são esperados em investimentos.

A ordem para estruturar estes grandes projetos vem diretamente da prefeita Elizabeth. “Determinei à Secretaria de Infraestrutura que avançasse com os projetos de engenharia das obras estruturantes de que a cidade precisa”, disse a gestora do Poder Executivo.

O Município de Ponta Grossa ainda deve captar recursos para mais 25 km de asfalto em território urbano para completar o projeto de 100% de pavimentação.
O Município de Ponta Grossa ainda deve captar recursos para mais 25 km de asfalto em território urbano para completar o projeto de 100% de pavimentação. |  Foto: Reprodução/PMPG.

Além disso, novos pacotes estão sendo estruturados para bairros que ainda enfrentam problemas históricos de infraestrutura, como a Vila Liane. A proposta da gestão é avançar rumo à totalidade da pavimentação no município, eliminando riscos de segurança, infraestrutura e saúde da população causados por terra e pó.

Outro ponto central é a integração entre pavimentação e drenagem. Os novos projetos incluem sistemas completos de escoamento de águas pluviais, buscando evitar problemas recorrentes como alagamentos e erosões.

Planejamento urbano

A área de drenagem aparece como uma das mais estratégicas dentro do planejamento. Estudos conduzidos pela Prefeitura e a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), instituição parceira do Município, têm como foco regiões críticas, como a bacia do Rio Ronda, onde historicamente há registros de acúmulo de água e impactos urbanos.

Os projetos incluem não apenas obras de galerias e contenção, mas também soluções sustentáveis, como a criação de parques urbanos que funcionem como áreas de absorção hídrica. A proposta alia infraestrutura à qualidade ambiental, criando espaços públicos que também atuam na prevenção de enchentes.

Outro destaque é a ligação da Avenida Anita Garibaldi, um projeto estimado em R$ 11 milhões que pretende criar um novo eixo de desenvolvimento urbano. A obra deve melhorar a mobilidade, reduzir o tempo de deslocamento e estimular a expansão ordenada da cidade, com previsão de conclusão até 2026.

Representantes de municípios do Rio de Janeiro vieram até Ponta Grossa para conhecer os projetos da cidade com a prefeita Elizabeth.
Representantes de municípios do Rio de Janeiro vieram até Ponta Grossa para conhecer os projetos da cidade com a prefeita Elizabeth. |  Foto: Reprodução/PMPG.

Modernização da gestão

Para dar suporte ao volume de projetos, a Prefeitura também promoveu mudanças estruturais na legislação urbana. A reformulação do Código de Obras, aprovada em 2025, consolidou normas de parcelamento do solo, uso e ocupação, além de instituir diretrizes atualizadas para novos empreendimentos.

A medida busca dar mais segurança jurídica aos projetos, além de acelerar processos de aprovação e execução. Com regras mais claras e modernas, a expectativa é reduzir entraves burocráticos e garantir maior eficiência na implantação das obras. “Queremos fazer com que os proprietários de cada imóvel em nossa cidade adotem as medidas que valorizam as comunidades e promovem a acessibilidade e a convivência entre os munícipes”, detalhou Rafael Mansani, presidente do Iplan.

Na área de gestão, o uso de plataformas como o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) também amplia a transparência e facilita o acompanhamento dos editais, tanto por empresas quanto pela população.

O banco de projetos também contempla ações contínuas nas áreas de mobilidade e iluminação pública.
O banco de projetos também contempla ações contínuas nas áreas de mobilidade e iluminação pública. |  Foto: Reprodução/PMPG.

Impacto urbano

O banco de projetos também contempla ações contínuas nas áreas de mobilidade e iluminação pública. Entre as frentes estão a manutenção de pavimentação, recuperação de galerias pluviais e intervenções em pontos críticos de erosão.

Na iluminação, a aposta é em uma Parceria Público-Privada (PPP) que deve modernizar o sistema em toda a cidade, incluindo regiões centrais, bairros periféricos, áreas rurais e parques. A iniciativa prevê maior eficiência, redução de custos e aumento da segurança urbana.

A meta de modernização dos espaços da cidade é tratada diretamente com o secretário de Obras da cidade, Eduardo Marques, que enfatiza a necessidade de ter um olhar sensível à comunidade ao atender as demandas de serviços públicos. “A cidade é antiga, com ruas que recebem milhares de carros e que precisam de manutenção constante. O que buscamos são melhorias conjuntas para a população, com equipes que conversam e entendem a rotina do morador”.

Ao estruturar um banco de projetos robusto e diversificado, a Prefeitura de Ponta Grossa aposta em planejamento como ferramenta central de desenvolvimento urbano. A estratégia busca garantir que a cidade esteja preparada para aproveitar oportunidades de financiamento e acelerar seu crescimento de forma organizada. Se o plano se concretizar, o município poderá dar um salto histórico em infraestrutura nos próximos anos, consolidando um ciclo de investimentos que começa no papel, mas tem como destino final as ruas, bairros e a vida cotidiana da população.

Um dos principais projetos em elaboração para Ponta Grossa é a ligação entre a BR-376 e a PR-151
Um dos principais projetos em elaboração para Ponta Grossa é a ligação entre a BR-376 e a PR-151 |  Foto: Reprodução/AEN.

Prefeitura aposta em banco de projetos para destravar obras a partir de 2026

No meio do segundo mandato, o governo da prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil) tem traçado estratégias para estruturar um amplo banco de projetos de infraestrutura, com o objetivo de deixar obras planejadas e tecnicamente viáveis para execução futura por gestões seguintes.

Nesse contexto, um dos principais projetos em elaboração é a ligação entre a BR-376 e a PR-151. Inserido no Programa de Metas 2025–2028, o projeto extrapola o atual mandato e está diretamente relacionado à expansão da malha viária e à reorganização da mobilidade urbana no município.

A proposta prevê impactos relevantes no transporte rodoviário local, sendo classificada como um “objetivo estratégico” dentro do eixo de Trânsito e Mobilidade Urbana, com foco na duplicação de vias e na criação de novos corredores de circulação.

Na prática, a iniciativa não se limita à duplicação de um trecho específico, mas propõe a formação de um corredor urbano estruturante, com capacidade de reorganizar fluxos e integrar diferentes regiões da cidade.

Estratégia: projetos prontos para acelerar investimentos

Mais do que a execução imediata de obras, a estratégia da Prefeitura está centrada na criação de um banco robusto de projetos técnicos. A lógica é antecipar etapas burocráticas e técnicas — como estudos de viabilidade, projetos executivos e licenciamentos — para que o município esteja preparado para acessar recursos assim que surgirem oportunidades de financiamento.

Esse modelo tem sido adotado em diferentes frentes da administração, especialmente em áreas consideradas estruturantes, como pavimentação, drenagem urbana e mobilidade. Programas como o Asfalto Novo PG e estudos voltados ao manejo de águas pluviais integram esse conjunto de iniciativas.

A proposta é reduzir o tempo entre a liberação de recursos e o início efetivo das obras, um dos principais gargalos da administração pública. Sem projetos prontos, municípios frequentemente enfrentam atrasos na captação e execução de investimentos.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) e o deputado federal Sandro Alex (PSD) avaliam o projeto que já está encaminhado em Ponta Grossa e região.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) e o deputado federal Sandro Alex (PSD) avaliam o projeto que já está encaminhado em Ponta Grossa e região. |  Foto: Reprodução/AEN.

Mobilidade como eixo prioritário

Dentro desse planejamento, a mobilidade urbana aparece como uma das áreas centrais. A elaboração de novos corredores viários, requalificação de vias existentes e integração entre diferentes regiões da cidade fazem parte do conjunto de projetos em desenvolvimento.

É nesse contexto que se insere a proposta de ligação entre a BR-376 e a PR-151. O projeto prevê a criação de um novo eixo de circulação envolvendo vias como a avenida Pedro Wosgrau/Siqueira Campos (Contorno Leste), a rua Rio Cavernoso e a avenida Antônio Saad.

A iniciativa busca responder ao crescimento urbano registrado em regiões como Uvaranas, Neves e Jardim Carvalho, onde o aumento da circulação de veículos tem pressionado a infraestrutura existente. A criação de novos corredores pode contribuir para redistribuir o fluxo e reduzir a sobrecarga em vias já saturadas.

Planejamento ainda em fase inicial

Apesar de figurar como um dos projetos de maior visibilidade dentro do plano de mobilidade, a ligação entre as rodovias ainda não saiu do papel. Assim como outras propostas do banco de projetos, ela depende da conclusão de etapas técnicas essenciais.

Entre elas estão a elaboração dos projetos executivos, obtenção de licenças ambientais, definição de eventuais desapropriações e a captação de recursos. A licitação para contratação dos estudos foi iniciada apenas em 2026, após entraves relacionados à complexidade das intervenções.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura, o momento atual é de consolidação das propostas e definição das soluções mais adequadas para o futuro da mobilidade urbana.

A deputada Márcia Huçulak (PSD), o governador Ratinho Jr (PSD), a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (União Brasil) e o vice-prefeito de Ponta Grossa, Pastor Moisés Faria (MDB) discutem investimentos para o município.
A deputada Márcia Huçulak (PSD), o governador Ratinho Jr (PSD), a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (União Brasil) e o vice-prefeito de Ponta Grossa, Pastor Moisés Faria (MDB) discutem investimentos para o município. |  Foto: Reprodução/AEN.

Preparação para novos ciclos de investimento

A construção de um banco de projetos ganha relevância diante da expectativa de novos ciclos de investimento a partir de 2026, especialmente com recursos estaduais, federais e de instituições financeiras.

Nesse cenário, municípios que possuem projetos estruturados tendem a ter maior competitividade na captação de recursos, já que conseguem atender com mais agilidade às exigências técnicas dos editais.

A ligação entre a BR-376 e a PR-151, portanto, ilustra esse modelo de planejamento: mais do que uma obra com execução imediata, trata-se de um projeto estratégico que, ao ser desenvolvido antecipadamente, amplia as chances de viabilização futura.

Assim, o foco da gestão não está apenas na entrega de obras no curto prazo, mas na criação de uma base técnica capaz de sustentar o desenvolvimento urbano nos próximos anos.

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