PUBLICIDADE

O contorno só terá sentido se efetivamente ‘contornar’ PG

Imagem ilustrativa da imagem O contorno só terá sentido se efetivamente ‘contornar’ PG

Ainda no papel, o novo contorno rodoviário de Ponta Grossa causa reações contrárias em diferentes setores da sociedade. E o motivo é simples: todo este trecho que está sendo planejado para retirar o fluxo de caminhões dos perímetros urbanos das avenidas Souza Naves (BR-373), Presidente Kennedy (BR-376) e Senador Flávio Carvalho Guimarães (PR-151) será construído na cidade. Portanto, o nome "contorno" não tem cabimento.

Na reunião realizada segunda-feira (2), na sede da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (Acipg), sem o conhecimento da imprensa, a concessionária Motiva apresentou uma proposta praticamente similar ao projeto original e que se aproximaria dos apontamentos realizados pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa.

O traçado proposto pela Motiva acarretará, num futuro muito próximo, os mesmos gargalos originados pelo atual trajeto da BR-376 que liga o viaduto Eurico Batista Rosas ao Trevo Vendrami. Este trecho é recordista em número de acidentes – principalmente com caminhões – impede o desenvolvimento de bairros com grande densidade populacional e é o retrato do caos, em especial no período de safra.

O traçado da Motiva apresentado na reunião da Acipg passa ao lado do Assentamento Emiliano Zapata, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), corta a PR-513 que leva ao distrito de Itaiacoca, margeia o Conjunto Lagoa Dourada e, na continuidade, segue o curso do rio Pitangui por uma extensa área até chegar à BR-373, abrindo grandes e importantes áreas de lavouras.

A Associação Comercial levará as novas informações apresentadas pela concessionária para análise dos grupos técnicos e entidades representativas, reafirmando seu papel como interlocutora qualificada entre o setor produtivo e os órgãos responsáveis pela execução da obra. O objetivo é assegurar que o traçado final do Contorno Norte esteja alinhado com o desenvolvimento sustentável e ordenado de Ponta Grossa.

O projeto do novo contorno rodoviário de Ponta Grossa, que deverá desviar parte do tráfego pesado da área urbana, tem gerado debates sobre seus impactos econômicos. A proposta busca melhorar a mobilidade e a segurança viária, retirando caminhões do perímetro urbano, especialmente da Avenida Souza Naves, mas comerciantes que dependem desse fluxo demonstram preocupação.

Entre as alternativas debatidas está criar áreas estruturadas ao longo do novo traçado, com espaços destinados a oficinas e borracharias atualmente concentradas na Souza Naves. Como coordenador da Frente Parlamentar das Engenharias e Infraestrutura na Assembleia Legislativa, o deputado também se colocou à disposição para debater o tema.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

MAIS DE EDITORIAL

HORÓSCOPO

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

DESTAQUES

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

MIX

HORÓSCOPO

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE