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LDC aumentará faturamento da Frísia em R$ 3 bilhões por ano

Cooperativa anunciou a aquisição da unidade moageira de Ponta Grossa da Louis Dreyfus Company. Planta fabril tem capacidade de processar mais de 1 milhão de toneladas de soja por ano

Mario Dykstra, superintendente da Cooperativa Frísia, detalhou os investimentos ao podcast Papo de Mercado
Mario Dykstra, superintendente da Cooperativa Frísia, detalhou os investimentos ao podcast Papo de Mercado -

A Frísia Cooperativa Agroindustrial, sediada em Carambeí, na região dos Campos Gerais, anunciou, na última semana, a aquisição da unidade moageira de soja da Louis Dreyfus Company (LDC), localizada em Ponta Grossa. A compra da unidade permite à cooperativa ampliar a industrialização e agregar valor à sua produção ao fazer o processamento do grão mais produzido nos campos do Brasil. A incorporação dessa unidade industrial deverá ser responsável, sozinha, por acrescentar cerca de R$ 3 bilhões por ano ao faturamento da cooperativa.

Mario Dykstra, superintendente da Cooperativa Frísia, detalhou os investimentos ao podcast Papo de Mercado
Mario Dykstra, superintendente da Cooperativa Frísia, detalhou os investimentos ao podcast Papo de Mercado |  Foto: aRede

A negociação e aquisição da unidade da LDC em Ponta Grossa foi confirmada durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Cooperativa, realizada no último sábado (28/2). Na ocasião, também foi revelado o balanço anual da Frísia, com o anúncio de faturamento de R$ 5,99 bilhões em 2025, e um resultado (lucro) de R$ 330 milhões. Todos esses valores e investimentos foram detalhados pelo superintendente da Frísia, Mario Dykstra, ao podcast Papo de Mercado, do Grupo aRede.

Conforme ele detalhou na entrevista, a partir do momento em que a Frísia assumir integralmente as operações da industrialização de soja, ela se consolidará entre as maiores cooperativas agroindustriais do Brasil. “É uma unidade que consome 3,4 mil toneladas de soja por dia, então estamos falando de mais de 1 milhão de toneladas por ano. O faturamento dessa planta deve-se dar na ordem de R$ 2,9 bilhões, quase R$ 3 bilhões no ano, então se a Frísia hoje fatura R$ 6 bilhões, no ano em que a unidade operar cheia (full) vamos estar falando de faturar próximo a R$ 9 bilhões”, acrescenta.

A opção de compra aconteceu, segundo Dykstra, por uma oportunidade de mercado. “A Frísia hoje industrializa boa parte dos produtos que os cooperados produzem. No leite, temos as Unidades de Beneficiamento; nos suínos, somos sócios da Aurora; no trigo, nós temos o moinho; e da cevada nós somos parceiros da Maltaria Campos Gerais. Então faltava o processo de industrialização na soja; há muitos anos estávamos interessados em investir nesse segmento. Surgiu a oportunidade de venda da LDC, e entendemos que não poderíamos perder esse momento”, explicou.

Para que a negociação seja finalizada, há a necessidade da aprovação do órgão regulador, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) – o que deve acontecer até meados deste ano. Até lá, a unidade segue operando como LDC, para só depois ocorrer a transição. “Precisamos respeitar toda uma ordem legal, e também as licenças, as certificações. O próprio sistema precisa ser trabalhado, tem muita tarefa para fazer antes de a cooperativa assumir a gestão da planta”, disse ele, afirmando que os valores envolvidos na negociação ainda não podem ser revelados, permanecendo em sigilo.

FATURAMENTO

Questionado sobre o crescimento do faturamento, na casa dos R$ 200 milhões na comparação com 2024, Mario creditou aos investimentos por parte dos cooperados, especialmente ligados à pecuária, e pelo sucesso das safras de verão e inverno. “Isso foi impulsionado, lógico, pelo crescimento dos nossos cooperados, principalmente. Eles cresceram em volume de leite, cresceram em área e também em produtividade. Nós tivemos um ano muito bom, muito produtivo na agricultura e isso também deu uma sustentação importante para o negócio”, ponderou.

FUTURO

Para o futuro, mesmo com a robusta aquisição da unidade de esmagamento de soja, a Frísia pretende continuar investindo em unidades fabris. “Dentro do planejamento estratégico até 2030, estão previstas a industrialização e a ampliação das unidades atuais. Temos aí um processo de otimização das unidades. Na medida em que tenhamos interesse, e a viabilidade mostre bons números, estaremos sempre avaliando essa possibilidade de ampliar esses negócios”, conclui o superintendente.

A UNIDADE FABRIL

Instalada às margens da BR-376, na região do Distrito Industrial de Ponta Grossa, em um terreno de 58 hectares, a unidade da Louis Dreyfus Company tem como estrutura uma área de recepção, beneficiamento e armazenamento de grãos, com capacidade estática de 300 mil toneladas; área de preparação da soja; extração de óleo e farelo; degomagem e envase de lecitina; e refinaria.

A planta fabril terá como foco a produção de óleo de soja degomado, destinado predominantemente à fabricação de biocombustíveis, e farelo de soja voltado tanto ao mercado interno quanto à exportação, além de outros produtos como lecitina e casca de soja, utilizados em indústrias de alimentos destinados ao consumo humano e à nutrição animal.

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