PR-151 é estratégica na logística do setor madeireiro

Municípios como Arapoti, Piraí do Sul e Jaguariaíva tem grande participação na produção e no processamento da madeira 


A região dos Campos Gerais possui um dos maiores polos madeireiros do Brasil. Na maior parte das cidades, há empresas do ramo madeireiro, muitas delas de grande porte, que fomentam a geração de emprego e renda. Em alguns municípios, a produção de madeira tem importante composição no Valor Bruto de Produção (VBP), como em Jaguariaíva, por exemplo, onde em 2019, sua produção superou a marca de R$ 32 milhões, o equivalente a 10% de todo o VBP municipal (R$ 321,7 milhões), sendo o terceiro principal produto do agronegócio, atrás de suínos e soja. Na cidade vizinha, Piraí do Sul, o VBP dos produtos madeireiros se aproximou de R$ 20 milhões no mesmo ano. Em uma abordagem mais ampla, os 12 municípios abrangidos pela Cadeia da Madeira do Médio Rio Tibagi, por exemplo, possuem 313 empresas florestais, as quais empregam 12.724 pessoas.

Para escoar toda essa produção, inicialmente do campo até as indústrias, e depois das indústrias até o mercado, seja nacional ou internacional, há a necessidade de uma logística de qualidade. E é nesse ponto que a CCR RodoNorte contribui no desenvolvimento do setor. Responsável pela concessão da PR-151 entre Ponta Grossa e Jaguariaíva, o trecho, especialmente entre Piraí e Jaguariaíva, é bastante utilizado para o transporte madeireiro. Demandado de uma manutenção constante, pelo grande peso dos caminhões carregados com toras, o trecho de cerca de 50 quilômetros recebeu 21,7 quilômetros de duplicação entre 2016 e 2018, restando cerca de 18 quilômetros não duplicados.

“O trecho tem um volume de tráfego na casa de 7 mil veículos por dia. E uma particularidade é que a maioria dos veículos que trafegam são caminhões, o que é um pouco diferente dos outros trechos, onde geralmente há mais automóveis”, informa Mauro Bertelli, gerente de atendimento da CCR RodoNorte. “É um segmento que tem muita floresta, muito transporte de caminhão; Jaguariaíva tem muitas indústrias madeireiras, e uma das principais é do papel. Em Piraí também tem indústria de papel, então é uma área muito forte neste setor, com muito reflorestamento”, completa. Ele ainda lembra que é um trecho de ‘entrada’ para quem vem de São Paulo e de trânsito para o Norte Pioneiro do Paraná, para quem usa a PR-092.

O parque industrial de Jaguariaíva tem uma predominância no setor madeireiro, e isso se reflete em um grande percentual de trabalhadores no ramo. Dos 9.035 trabalhadores com carteira assinada na cidade, 29,8% (2.689) trabalham na fabricação de produtos de madeira ou na fabricação de celulose e papel, que são derivados da madeira, segundo dados do Caged. Isso representa 80,7% do total de 3.332 pessoas que trabalham em indústrias na cidade – ou seja, a cada cinco trabalhadores da indústria, quatro pertencem a indústrias madeiras.

Porém, mais do que benefícios ao setor industrial, a prefeita de Jaguariaíva, Alcione Lemos, destaca os ganhos à população que a duplicação dos 21,7 quilômetros traz ao município. “É inegável o resultado positivo, uma vez que a duplicação permite, além de maior fluidez, muito mais segurança aos viajantes que trafegam nessas rodovias, inclusive com a redução do tempo gasto nas viagens”, resume.

 

 

Prefeitura foi construída com dinheiro do pedágio

Um dos principais legados visíveis que a concessão deixa ao município de Jaguariaíva é a construção da sede própria da prefeitura. A ideia foi do ex-prefeito Otélio Renato Baroni, que decidiu, em 2009, reservar um percentual do valor do repasse de ISS pela CCR RodoNorte para executar a obra de construção do paço municipal com utilização de recursos próprios, a partir dessas reservas. “No final de 2011, teve início os serviços preliminares para a construção do prédio de cinco andares e uma área construída de 2.284,63 m², num investimento de mais de R$ 3 milhões, servindo de exemplo altamente positivo sobre a aplicação desses recursos, aliado a uma magnifica administração de um gestor que revolucionou Jaguariaíva em todos os setores”, recorda Alcione Lemos, viúva do ex-prefeito. Em 15 de setembro de 2013, o prédio foi inaugurado, porém sem a presença do maestro que arquitetou a obra, que veio a falecer dois dias depois, vítima de câncer. Em sua homenagem, o paço passou a se chamar ‘Centro Administrativo Otélio Renato Baroni’.

 

Obras

O trecho entre Piraí do Sul e Jaguariaíva, além da duplicação de 21,7 quilômetros, recebeu inúmeras obras nestes anos da concessão, como a construção de três novas pontes, reforço/alargamento de uma ponte, a construção do novo entroncamento em Jaguariaíva (encontro da PR-151 com a PR-092) e a interseção em Piraí do Sul (trevo brotas). “Toda vez que faz um viaduto ou trincheira, tira o conflito de trânsito e possibilita segmentar o fluxo rodoviário com o fluxo local, aumenta a fluidez, dá mais mobilidade ao trânsito e aumenta a segurança para quem trafega”, diz Bertelli. Além disso, a RodoNorte mantém a manutenção da pavimentação da PR-151 entre Jaguariaíva e Sengés.

 


CCR RodoNorte gera oportunidades de crescimento profissional

No decorrer desses mais de 20 anos de concessão, histórias pessoais se fundem com a história da CCR RodoNorte. Preocupada em disponibilizar oportunidades e promover o crescimento pessoal, são diversos os colaboradores que ingressaram no grupo e seguiram por muitos anos na empresa, evoluindo de cargo. Há casos, inclusive, daqueles que começaram sua trajetória nos primeiros anos da empresa, no início da concessão, e seguem até hoje, como é o caso de Mauro Bertelli, que ingressou como estagiário, em 1998, e hoje ocupa cargo de gerência. A própria comandante do grupo, Thais Caroline Borges, ingressou em 2000 e liderou inúmeras áreas, até ser tornar a primeira diretora-presidente mulher da unidade paranaense do Grupo CCR.

Uma trajetória bastante emblemática é a de Josni Martins, de Piraí do Sul. Colaborador da CCR RodoNorte há mais de 11 anos, ele passou por quatro cargos diferentes até atingir o atual, de analista de planejamento e controle, alocado na sede da empresa, em Ponta Grossa. Ele ingressou no grupo em janeiro de 2010, quando tinha 21 anos e era solteiro, mas foi através da RodoNorte que conheceu a sua esposa, em 2013, uma também colaboradora, que como ele, até hoje segue na empresa. Dois colaboradores que, do fruto do amor deles, casados em 2016, nasceu uma filha, hoje com dois aninhos.

A história de Josni é a história de uma vida que foi transformada e começou a ser traçada a partir do momento que virou um colaborador. “A CCR RodoNorte significa muito pra mim. Meu crescimento pessoal e profissional realmente foi através da empresa. Entrei há um bom tempo, foi onde conheci minha esposa, e o fato de ter uma filha, tem um significado muito grande em minha vida”, alega. Sua trajetória na empresa começou quando era funcionário de um mercado em Piraí do Sul, onde trabalhava como açougueiro. “Conhecia dois funcionários da RodoNorte que trabalhavam na balança, e um dia passaram fazer compras. Eles falaram de uma vaga na balança e eu me inscrevi”, lembra.

Ele obteve êxito na seleção e ocupou essa posição por dois anos. Depois, fez um teste e conseguiu ser aprovado para trabalhar no Centro de Controle e Arrecadação (CCA), e então se mudou para Ponta Grossa. “Ao me mudar, em 2012, comecei a fazer faculdade, na área de TI. Então apareceu outra oportunidade nessa área de TI, fui indicado, e mesmo ainda não formado, fui escolhido. Fiquei no suporte de TI por quatro anos”. Em 2019, ele foi indicado para trabalhar na área de planejamento e controle, e, no ano passado, foi promovido a analista neste setor.

Apesar do fim do contrato de concessão com o governo do Estado, previsto pra novembro próximo, Martins não teme a demissão. “Tenho uma visão muito otimista. A CCR RodoNorte mostra um trabalho de excelência muito grande, então há possibilidade de uma nova concessão, e mesmo que não seja no Paraná, o Grupo CCR tem muitas oportunidades em outros estados, inclusive no Sul do país”, conclui. 

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