Dinheiro
Scheffer e Schiffer demitem 140 funcionários em PG
Metalúrgicas ponta-grossenses fecharam postos de trabalho neste segundo semestre
Fernando Rogala | 25 de novembro de 2016 - 03:10
Duas indústrias ponta-grossenses do setor metalúrgico demitiram
cerca de 140 funcionários neste segundo semestre. De acordo com informações do Sindicato dos
Metalúrgicos de Ponta Grossa e região, a Scheffer Logística fechou 60 postos de
trabalho desde setembro; enquanto que a Schiffer um número ainda maior,
demitindo aproximadamente 80 funcionários. A alegação de ambas é a adequação do
quadro de funcionários diante de um momento de retração do mercado. São mais profissionais
na fila de desempregados neste fim de ano, de um setor que acumula cerca de
três mil demissões desde o início de 2015, segundo Mauro Cesar Carvalho,
presidente do Sindicato. Trata-se de uma retração de aproximadamente 30% do
estoque de trabalhadores no setor na região.
No caso da Scheffer, o representante do corpo jurídico da
empresa, o advogado Oseas Santos, reconhece as 60 demissões. “Foram 50 pessoas
na primeira e mais 10 agora. Isso ocorreu porque a empresa está fazendo o
enxugamento da máquina, pelas condições do país. A Scheffer trabalha mais com o
setor público, então, ante essas circunstâncias econômicas do país, há a
necessidade dessa enxugada, para uma tomada de fôlego, para vir, futuramente,
com carga total”, relatou. Segundo informações do sindicato, a empresa teria
feito um acordo com os funcionários demitidos em setembro, com o pagamento do ‘acerto’
em seis meses, mas a segunda parcela já estaria com algum atraso. “A empresa já
começou a regularizar e vai regularizar todos até o final deste mês”, garantiu Santos.
A redução no quadro de funcionários foi de 12%.
Das cerca de 80 pessoas demitidas pela Schiffer, que fabrica máquinas industriais, a maior parte delas deixou de trabalhar neste mês de novembro. Marco Cunha, consultor financeiro da empresa, afirmou não ter certeza quanto ao número exato de demissões, mas reconheceu um grande corte recente. “É uma readequação do quadro de funcionários para atender o mercado que se consegue trabalhar. A queda nas vendas é muito forte”, destaca. A empresa está avaliando a possibilidade de encerrar as atividades nas unidades da Avenida Ernesto Vilela, esquina com a rua Francisco Otaviano, e transferir os equipamentos e a produção desta para a unidade localizada na Avenida Souza Naves, onde fabrica implementos rodoviários.
Setor segue em retração há um ano e meio
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, é uma situação delicada, principalmente por se tratar do fim do ano. Assim, ele afirma que o sindicato fará um acompanhamento dessa questão, para que os trabalhadores não saiam prejudicados. “O trabalhador não tem culpa dessa situação e o trabalhador merece ser respeitado e vai ter o seu direito preservado”, informa. Ele destaca que o número de demissões neste segmento é crescente. “No segmento de móveis de aço, a região sempre liderou na região Sul, com pequenas empresas com grande capacidade produtiva. Mas uma empresa que tinha 70 funcionários, hoje não passa de 20. Outra passou dois meses com os trabalhadores em casa”, relata, acreditando em uma retomada para 2017.