Clássico ponta-grossense faz 100 anos de história

Operário Ferroviário e Guarani dividiram a cidade de Ponta Grossa durante 55 anos. De um lado estava o clube alvinegro formado pelos trabalhadores das ferrovias; do outro havia a equipe bugrina fundada por estudantes e filhos de comerciantes. A rivalidade foi intensa por várias temporadas e neste sábado completa oficialmente 100 anos.
O primeiro ‘OpeGua’ ocorreu em 22 de novembro de 1914, quando vagões de trens saíram da Estação Central de Ponta Grossa lotados de torcedores em direção à Vila Oficinas.
O antigo campo do Operário, na região da Igreja de São Cristóvão, recebeu o clássico que terminou com vitória operariana por 1 a 0.
Em homenagem ao centenário do duelo, o médico alvinegro Ângelo De Col Defino relembra através de um artigo os momentos marcantes dos confrontos.
“A cidade ganhava as cores e vivia intensamente o seu clássico. Até a Rua XV tinha que ser milimetricamente dividida. Na década de 1950 de um lado ficava o Bar King, frequentado exclusivamente pela torcida operariana. Praticamente em frente, do lado oposto da rua, o Bar Maracanã era aglomerado de torcedores do Guarani”, relata.
De acordo com os registros históricos, o último ‘OpeGua’ oficial foi disputado em 18 de maio de 1969, com vitória do Operário por 1 a 0, na Segunda Divisão.
“Rival não é inimigo, rival é apenas parte importante para que paixões sejam eternas. E nunca se amou tanto o futebol em Ponta Grossa como naqueles anos de reinado do ‘OpeGua’. O maior clássico do mundo. Porque era nosso, princesino, ponta-grossense”, finaliza Ângelo.
Retrospecto entre os rivais
Entre 1914 e 1969 foram 171 partidas envolvendo os dois clubes de Ponta Grossa, com 80 vitórias do Operário, 45 empates e 46 vitórias do Guarani. O clássico também ficou caracterizado pela alta média de gols. A bola balançou as redes por 605 vezes em 161 jogos com resultados conhecidos - média de 3,75 gols.
Informações do Jornal da Manhã.





















