Investimentos transformam rodovias do PR em ‘corredores de riquezas’ | aRede
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Investimentos transformam rodovias do PR em ‘corredores de riquezas’

Malha rodoviária escoa riquezas produzidas em todo país, principalmente pelo agronegócio

Malha rodoviária escoa riquezas produzidas em todo país, principalmente pelo agronegócio
Malha rodoviária escoa riquezas produzidas em todo país, principalmente pelo agronegócio -

Mario Martins

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Fator essencial para o desenvolvimento econômico e social do Paraná nas últimas duas décadas, as rodovias que cortam o estado e servem como trajeto para as riquezas produzidas aqui e em outros locais do Brasil e da América Latina deverão ter o futuro decidido em breve. Com o fim das concessões em 2021, União e Governo do Estado terão que definir o que fazer com a gestão das rodovias paranaenses, trajeto de boa parte da riqueza produzida pelo agronegócio brasileiro e fonte de boa parte dos valores obtidos por municípios através do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Em 1997, durante a elaboração do chamado Anel de Integração do Paraná, a União concordou em ceder a gestão de algumas rodovias federais aos Estados. No Paraná, por exemplo, as BRs 277 e 376 foram outorgadas ao governo estadual, que posteriormente as concedeu à iniciativa privada. No entanto, o atual contrato com as concessionárias e a gestão do próprio Governo do Paraná das rodovias concedidas pela União vencem em em novembro de 2021 - ou seja, em pouco mais de três anos.

Com a proximidade da data final, fica a questão: qual será o futuro das rodovias paranaenses? O exemplo do Rio Grande do Sul não é dos mais positivos: por lá, o debate sobre as concessões acabou sendo deixado para última hora e a gestão das estradas rio-grandenses foi extremamente prejudicada. No Paraná, as rodovias concedidas à iniciativa privada são vitais para o desenvolvimento industrial do Estado, do Brasil e até mesmo dos países envolvidos no Mercosul.

Caso as concessões cheguem ao final em 2021 sem que haja um debate intenso sobre o futuro, as condições das rodovias poderão ser prejudicadas. No caso da BR-376, rodovia federal que corta o Paraná, primeiro caberá ao Governo do Estado negociar com a União para continuar com a gestão da rodovia que e, em um segundo momento, analisar se vai gerenciar essas e outras rodovias ou se irá conceder a gestão novamente para a iniciativa privada.

Já no caso das rodovias estaduais, como a PR-151, também caberá ao Governo do Estado decidir o que será feito: a administração pública irá reassumir as concessões ou um novo edital de concorrência será lançado? No entanto, o debate fica ainda mais acirrado se levarmos em conta o interesse de concessionárias em administrar somente uma parte destas rodovias: será rentável para as empresas investir, por exemplo, apenas nas rodovias estaduais caso a União não deixe novamente a ‘administração’ das federais com o Governo do Paraná?

Outra questão importante para o debate diz sobre a importância das rodovias dos Campos Gerais - e da manutenção das mesmas, portanto - para o escoamento de produtos provenientes do setor agropecuário brasileiro, que no último ano representou 23% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - a expectativa é de que a porcentagem seja ainda maior para 2017.

Por conta do Porto de Paranaguá, o 2º maior do país no recebimento de cargas (ou o primeiro, se levarmos em consideração apenas os produtos que chegam pela malha viária), as rodovias da região dos Campos Gerais funcionam como uma espécie de ‘entroncamento rodoviário’. Por elas passam quase que a totalidade dos veículos pesados que seguem até o porto, fazendo-se necessária uma manutenção constante das rodovias. Se o Governo optar por não renovar o contrato, terá condições de realizar as manutenções necessárias?

Ainda é importante destacar que caberá ao próximo governador, vencedor das eleições de 2018, decidir sobre o futuro das concessões, tornando ainda mais necessário debate sobre o tema e, principalmente, a divulgação de propostas por parte dos candidatos.

Para responder essas e outras questões, levando em conta dos diferentes pontos de vista sobre o tema, o Jornal da Manhã e o portal aRede irão publicar reportagens especiais sobre o assunto nos próximos meses.

Eleições 2018 definirão o futuro

A decisão de renovar, cancelar ou repensar os contratos de concessão de rodovias do Paraná ficará a cargo do governador escolhido democraticamente nas eleições estaduais do ano que vem. O debate sobre o tema se mostra de interesse público para fomentar a divulgação de propostas sobre o assunto por parte dos futuros candidatos. Por mais que o fim do contrato aconteça somente em 2021, caberá ao próximo líder do Poder Executivo estadual tomar a decisão. Como se não bastasse, o futuro governador ainda precisará negociar com o próximo presidente da república (também escolhido nas eleições de 2018) se o Paraná continuará ou não com as outorgas das rodovias federais - assunto crucial para o interesse da renovação por parte das concessionárias

Concessões geram avanços para outros setores da sociedade

Como se não bastassem os avanços na infraestrutura e os inúmeros benefícios gerados na economia brasileira, os trabalhos das concessionárias ainda refletem em outros setores da sociedade. Os benefícios vão desde o aumento na arrecadação de impostos e aumento dos valores nos cofres públicos municipais, até a queda drástica do número de mortes nas rodovias

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