Pedágio é 'problema hoje do Governo Federal', diz Requião Filho
Segundo ele, a forma como as novas concessões foram estruturadas tirou do Governo do Estado o poder sobre os contratos

O deputado estadual Requião Filho, candidato ao Governo do Paraná pelo PDT, disse nesta segunda-feira (31) que o pedágio do Paraná é “problema hoje do Governo Federal, a pedido de Ratinho Júnior e Sandro Alex“, este último seu adversário do PSD na disputa eleitoral. A afirmação foi feita durante sabatina realizada pela Banda B, parceira do Portal aRede.
Segundo ele, a forma como as novas concessões foram estruturadas tirou do Governo do Estado o poder sobre os contratos. Ele atribuiu ainda a Sandro Alex a responsabilidade por como isso foi acordado. A costura entre governos estadual e federal era necessária, pois os lotes englobam tanto rodovias estaduais como federais.
“A gente pode fiscalizar, pode cobrar e pode denunciar, mas vamos precisar da ajuda de toda a sociedade civil organizada para fazer isso e pressionar o Governo Federal para que o contrato seja cumprido a contento. E, se não for, temos que exigir que o Governo Federal entre na Justiça para suspender o contrato”, disse o candidato
Segundo ele, já há problemas nas concessões de estradas recém-implementadas no Paraná. Além de criticar os preços das tarifas, que, segundo ele, vieram mais caros do que os dos contratos antigos, Requião Filho afirmou que o órgão fiscalizador, a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), está sendo omissa com as concessionárias.
“Infelizmente, a ANTT já se mostrou leniente com o pedágio, como era a Agepar, e é incrível que a Justiça também, mais uma vez, se mostra propícia a deixar o pedágio fazer o que quer. Basta você ver o free flow, que não está no contrato, não deveria acontecer e está aí acontecendo e prejudicando todo o Paraná”, afirmou.
Questionado sobre se adotaria o bordão de seu pai, que, quando foi governador do Paraná, usou o lema “ou o pedágio baixa ou acaba”, Requião Filho aproveitou para criticar a Justiça e o Ministério Público. Segundo ele, Roberto Requião entrou com mais de 60 ações judiciais contra as concessionárias dos antigos contratos no Estado.
“Nós demos 6% de aumento na tarifa e todos os outros aumentos da tarifa ao longo dos anos que o Requião foi governador foram dados e concedidos pela Justiça e pelo Ministério Público, que dizia que o pedágio era lindo”, explicou.
Segundo ele, a falta de resolução das ações impetradas pelo pai contrasta com a forma como foram encerrados os antigos contratos de concessão, com denúncias de desvios e acordos para devolução de valores e construção de obras previstas, mas não entregues. Ele se refere à Operação Integração, que foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF) como uma das fases da Operação Lava Jato.
RESUMO
Críticas à Gestão do Pedágio: Requião Filho (PDT) afirmou que o pedágio paranaense se tornou responsabilidade do Governo Federal a pedido de Ratinho Junior e Sandro Alex (PSD), alegando que o modelo adotado retirou a autonomia e o poder de intervenção do Governo do Estado sobre os contratos.
Denúncias de Falha na Fiscalização: O candidato criticou as tarifas elevadas e acusou a ANTT de leniência, destacando a cobrança indevida por free flow (não prevista em contrato) e cobrando pressão popular para exigências judiciais de suspensão dos contratos em caso de descumprimento.
Defesa do Histórico Familiar e Ataques ao Judiciário: Relegou os aumentos tarifários do passado a decisões da Justiça e do Ministério Público durante o governo de seu pai, Roberto Requião, e criticou o desfecho dos contratos antigos, citando as irregularidades apontadas pela Operação Integração.





















