Bancada do Novo pede a cassação de vereador após esquema suspeito de rachadinha | aRede
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Bancada do Novo pede a cassação de vereador após esquema suspeito de rachadinha

Pedido de cassação apresentado pela Bancada do Novo surge após operação do Gaeco contra vereador do PP por suspeita de rachadinha

Lórens Nogueira pode ter mandato cassado por suspeita de rachadinha
Lórens Nogueira pode ter mandato cassado por suspeita de rachadinha -

Publicado por Lucas Veloso

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A bancada do Partido Novo na Câmara Municipal de Curitiba pediu a cassação do mandato do vereador Lórens Nogueira (PP) por quebra de decoro parlamentar. O parlamentar foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, em investigação que apura um suposto esquema de “rachadinha”.

O termo “rachadinha” é usado para definir situações em que políticos exigem parte dos salários de assessores em troca da manutenção dos cargos - com informações de Banda B, parceira do Portal aRede.

O pedido de cassação por suspeita de rachadinha foi protocolado na noite desta terça-feira (26) e conta com a assinatura de todos os vereadores do Novo na Casa: Guilherme Kilter, Indiara Barbosa, Amália Tortato, Éder Borges e Bruno Secco.

Na representação, os parlamentares pedem a instauração de um processo disciplinar contra Lórens, o compartilhamento das provas produzidas pelo Ministério Público e, ao final, a aplicação da sanção de cassação do mandato.

A defesa do parlamentar se manifestou e disse que “qualquer iniciativa dessa natureza deve respeitar rigorosamente o devido processo legal, a ampla defesa, o contraditório e a presunção de inocência.”

Mesa Diretora aceita abertura do processo

Na manhã desta quarta-feira (27), a Mesa Diretora da Câmara anunciou que aceitou a abertura do processo. Dessa forma, o caso será encaminhado à Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba para análise do caso e possível aplicação de medidas preliminares.

Segundo o presidente da Casa, Tico Kuzma (PSD), a decisão busca garantir a apuração do caso também no âmbito do Legislativo.

A medida busca assegurar a adequada apuração no âmbito do Poder Legislativo, sem prejuízo das competências constitucionais do Ministério Público e do Poder Judiciário, declarou.

Vereador do Novo fala do pedido de cassação por suspeita de rachadinha

O vereador Guilherme Kilter (Novo), um dos autores da representação e integrante da Comissão de Ética da Câmara, se manifestou sobre o assunto. Ele falou na sessão desta quarta-feira (27) e explicou o motivo do pedido da cassação:

Essa é uma cena lamentável, que não deve nunca ser uma prática de qualquer um de nós eleitos pelo povo. É obrigação desta Câmara não deixar que isso se repita e dar exemplo para a população lá fora, disse.

A Operação Déjà-vu

O vereador Lórens Nogueira, presidia o conselho de ética e foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pelo Gaeco na manhã desta terça-feira (26). Um deles ocorreu em seu gabinete na Câmara Municipal de Curitiba (CMC).

De acordo com o Ministério Público do Paraná, a ação integra a Operação Déjà-vu, que cumpriu ao todo 13 mandados de busca e apreensão. A investigação apura a possível prática dos crimes de “rachadinha” e peculato. Além disso, segundo os promotores responsáveis pelo caso, a rachadinha envolvendo o vereador arrecadaria cerca de R$ 118 mil por mês. 

Durante o cumprimento das medidas, os investigadores apreenderam duas malas contendo grandes quantias em dinheiro. Além disso, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos e documentos que poderão contribuir para o avanço das apurações.

Confira um resumo da notícia:

- A bancada do Partido Novo na Câmara Municipal de Curitiba pediu a cassação do vereador Lórens Nogueira por quebra de decoro parlamentar, após investigação do Gaeco sobre um suposto esquema de “rachadinha”.

- O caso é apurado na Operação Déjà-vu, do Ministério Público do Paraná, que investiga possíveis crimes de peculato e retenção de salários de assessores. Segundo o MP, o esquema poderia arrecadar cerca de R$ 118 mil por mês.

- A Mesa Diretora da Câmara aceitou a abertura do processo e encaminhou o caso para a Corregedoria. Durante a operação, investigadores apreenderam dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos ligados às apurações.

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