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Plantio de soja '2ª safra' é proibido

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O plantio de soja de ‘segunda safra’ está proibido no Estado do Paraná. A medida foi anunciada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e vale a partir da próxima safra (2016/2017), com o objetivo de combater a proliferação de doenças, em especial a ‘ferrugem asiática’. Dessa forma, a partir deste ano, o período de plantio do grão no estado é limitado da abertura do vazio sanitário (15 de setembro) a 31 de dezembro, de modo que até 15 de maio não possa existir soja verde no campo.

“Houve um movimento para que não se plantasse já nessa safra, mas algumas lideranças reclamaram que já tinham comprado insumos e o produtor iria arcar com esse prejuízo”, relata o economista Luiz Alberto Vantroba, do Núcleo Regional do Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (SEAB).

O número de produtores que opta pela segunda safra de soja é pequeno na região dos Campos Gerais. O economista explica que cerca de 11 mil hectares foram plantados nesta segunda safra, valor que representa menos de 2% da 1ª Safra, que abrange 557 mil hectares, e que está começando a ser colhida. Como reflexo, Vantroba relata que os agricultores que optam pela segunda safra deverão escolher o feijão ou o milho.

Apesar de não ser um valor expressivo, o agricultor e vice-presidente da Sociedade Rural dos Campos Gerais, Edilson Gorte, afirma que era uma prática que vinha crescendo, tendo em vista que o ciclo da soja está diminuindo com as variedades mais precoces. “Mas plantar soja sobre soja não é bom para o terreno, perde a produtividade e não dá igual à normal”, relata.


Resistência
Edilson Gorte alerta que a ferrugem asiática é muito resistente. O melhor fungicida do mercado, o mais caro, combate apenas 80% da praga, enquanto que o segundo melhor combate apenas 60%. “Se a agente não controlar e não fizer algo, dizima toda a produtividade nossa”, conclui.

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