Bancários entram em greve em todo o país a partir de terça-feira

Os bancários de Curitiba e do interior do Paraná aprovaram nesta quinta-feira (1.º) o indicativo de greve da categoria, que irá cruzar os braços a partir da próxima terça-feira, dia 6. Mais de 400 bancários participaram da assembleia realizada, pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e região. Como esperado, a categoria se mostrou indignada com a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no último dia 25 e rejeitou o reajuste de 5,5% mais abono de R$ 2.500. Os funcionários, por outro lado, reivindicam um aumento de 16%
“É uma vergonha que o setor que mais lucra no país proponha aos seus trabalhadores um índice que sequer se aproxima da inflação do período, que é de 9,88% (INPC)”, resume Elias Jordão, presidente de Sindicato.
A categoria volta a se reunir em assembleia no dia 5 de outubro, contudo, a greve só poderá ser suspensa caso a Fenaban retome as negociações com a apresentação de uma nova proposta.
Além da capital, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Paranaguá e Cianorte estão entre as cidades que aderiram ao movimento. Caso a adesão da categoria seja de 100%, a estimava é que 31,5 mil trabalhadores paralisem as atividades em todo o estado – em Curitiba e região, são 18,5 mil funcionários.
“Os bancos alegam que o índice oferecido para os trabalhadores pretende compensar dificuldades decorrentes da inflação passada, sem contaminar os índices futuros. No passado tiveram lucro líquido de R$ 36 bilhões no semestre e no futuro deveriam reduzir taxas e juros que passam de 400% ao ano [no cartão de crédito], com o objetivo de acelerar a economia”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
“Somente com os ganhos das tarifas bancárias, cerca de R$ 55 bilhões, poderiam gerar quase 2,5 milhões de empregos, com salário médio do mercado de trabalho, e garantir esses empregos por um ano. Isso, sim, seria contribuir para a conjuntura econômica”, acrescentou.
Algumas das reivindicações da campanha salarial dos bancários incluem reajuste de 16% no salário, sendo 5,6% de aumento real, com inflação de 9,88% (INPC); participação nos lucros de R$ 7.246,82; e piso de R$ 3.299,66.
A categoria reivindica ainda o fim das demissões nos bancos, ampliação das contratações e combate às terceirizações, a fim de melhorar as condições de trabalho e o atendimento à população, além de melhorar a segurança nas agências bancárias.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, as instituições financeiras cresceram 27,3% no acumulado dos últimos 12 meses, com lucro no primeiro semestre de R$ 36,3 milhões.
Clientes
A greve dos bancos não tira, do consumidor, a obrigação de pagar as contas em dia. A orientação do Procon é que os consumidores procurem as empresas que emitiram as faturas para pedir outras opções de pagamento. O comparecimento à sede da empresa e o pagamento em lotéricas ou pela internet, por exemplo, podem estar entre as opções oferecidas.
Os órgãos de defesa do consumidor orientam que o cliente deve documentar o pedido feito às empresas, enviando um e-mail ou anotando um número de protocolo de atendimento telefônico.
Esse comprovante pode evitar que ele tenha de arcar com multas e outros encargos por atraso no pagamento, caso a empresa não atenda o seu pedido. Se pagar os encargos indevidamente, a recomendação é que ele procure o Procon. Caso a empresa dê ao consumidor outra opção de pagamento e, mesmo assim, a fatura não seja quitada em dia, ele poderá ter de pagar multa e encargos.
Informações da Rádio Banda B





















