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Qualidade de vida não acompanha idosos no Brasil

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Na quinta-feira, dia 1º de outubro, celebra-se o Dia Internacional da Terceira Idade, com o objetivo de promover a discussão sobre os direitos e condições de vida dos idosos. Apesar do aumento de 50% previsto pelo IBGE para a população idosa até 2030, o Brasil ainda se encontra em péssima posição no ranking dos países com mais qualidade de vida para pessoas acima de 60 anos:ele está em 56º lugar de 90 países e fica atrás de dez vizinhos da América Latina.

Os dados foram divulgados na última semana pela organização HelpAge International em parceria com a Universidade de Southampton, nos Estados Unidos. Os quesitos de ambiente, como transporte público e segurança, e empregos foram os piores avaliados, já saúde e educação tiveram notas intermediárias.

O psicólogo da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Benedito Guilherme Falcão, concorda com os resultados da pesquisa e ressalta que falta investimento em acessibilidade para idosos. “São necessárias políticas públicas que proporcionem essa qualidade, saúde pública que funcione, lazer que funcione, segurança nos transportes públicos”.

Para Falcão, também é necessário investir na educação das famílias. “Quando a família atende bem o idoso, ele tem uma vida melhor, não fica em casa sendo negligenciado ou superprotegido. É preciso ver o idoso como alguém que tem uma vida ativa, trabalha, viaja, participa de grupos. Também é importante a educação na escola, a partir do jardim da infância, em relação ao cuidado e respeito ao idoso”, explica o psicólogo.

Informações de Kariny Martins da assessoria de imprensa

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