Parcerias viabilizam investimentos em obras de infraestrutura

Parcerias entre o Governo do Paraná e a iniciativa privada estão acelerando a execução de obras de infraestrutura para atender grandes projetos industriais no Estado, como o da Klabin, Votorantim, Ambev e Cargill. Por meio de acordo, as empresas estão antecipando investimentos e reduzindo gargalos de transporte.
“Essa cooperação reflete o bom relacionamento entre o poder público e as empresas”, disse o governador Beto Richa. “O diálogo com a iniciativa privada, as entidades de classe e a sociedade se constrói no dia a dia da gestão e resulta na geração de emprego e renda, especialmente nas regiões do Estado de menor dinamismo econômico. Fazemos todo o possível para que os investimentos, públicos e privados, sejam interiorizados e descentralizados, cheguem aos municípios de menor IDH”, afirmou Richa.
A Klabin concluiu em maio a pavimentação de 18 quilômetros da Estrada da Campina, que dá acesso à fábrica de papel e celulose que a empresa está erguendo em Ortigueira, nos Campos Gerais. A Klabin investe R$ 628 milhões para obras de infraestrutura – que incluem pavimentação e construção de rodovias, ramal ferroviário e pontes. Desse volume, R$ 164,8 milhões serão destinados a rodovias e pontes.
No segundo semestre, a Votorantim deve começar a colocar em prática um pacote de R$ 615 milhões em infraestrutura para a demanda da sua fábrica em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Nele estão incluídas a duplicação da Rodovia dos Minérios (PR- 092), a implantação do contorno rodoviário de Itaperuçu e a duplicação da Estrada do Romero (PR-800).
Rodovia do Café
Na BR-376 (Rodovia do Café), o Estado está antecipando, por meio de parceria com a concessionária Rodonorte, a duplicação em parte da estrada, agilizando os investimentos da cervejaria Ambev, que está construindo sua fábrica em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.
A nova unidade da empresa vai ficar no trecho duplicado. As obras estão sendo revisadas pela Rodonorte, cujo novo projeto de engenharia prevê a construção de uma interseção em desnível por meio de passagem inferior (trincheira), que será bancada pela Ambev. O tráfego a ser gerado pela nova fábrica é estimado em 600 caminhões por dia.
Agilidade
De acordo com Rejane Karam, coordenadora de planejamento da Secretaria de Infraestrutura e Logística, a solução é interessante, porque permite à empresa ter a obra pronta mais rapidamente e agiliza os projetos para o Governo, que não tem condições de executar todas as obras ao mesmo tempo.
“É extremamente frutífero quando conseguimos alinhar os interesses e se faz isso de forma simples, técnica e pontual. É a organização do uso do dinheiro público e privado em ações conjuntas para o bem comum”, acrescenta. A fiscalização das obras é feita pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER).
Projetos
Algumas empresas também estão investindo na elaboração de projetos de obras. A Terminais Ponta do Felix contratou o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA –RIMA) e deve contratar o projeto executivo para a construção de um novo trecho rodoviário ligando a BR-277 a Antonina, sem passar por Morretes. Está incluído a construção de uma ponte. O investimento é de iniciativa da própria empresa, sem ressarcimento por parte do Estado.
De acordo com Glauco Lobo, coordenador técnico do DER, a vantagem é que a empresas conseguem antecipar obras em até um ano e meio, dois anos, com iniciativas desse tipo. E isso faz diferença em redução de custos e maior competitividade nas operações.
Contorno de Castro
Com essa estratégia, as empresas Cargill, Castrolanda e Evonik também estão investindo em conjunto na elaboração de um projeto para a construção do contorno de Castro, ligando a PR-090 a PR-151.
A obra será custeada pelo Estado, por meio de financiamento do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID). “Com a obra, as empresas terão ligação entre o distrito industrial de Castro e a principal rodovia pavimentada passando fora do perímetro urbano e diminuindo o tempo de viagem e o custo do frete”, explica Glauco Lobo.
Informações da AEN.





















