Reunião define para abril discussão sobre tabela de frete

Após quase quatro horas de reunião em Brasília, o governo, os caminhoneiros e embarcadores não chegaram a um acordo quanto a adoção de uma tabela com preços mínimos para o frete do transporte rodoviário de cargas no país. Um novo encontro foi marcado para o dia 22 de abril. Caso não haja um entendimento nesta próxima reunião, a ameaça é de greve.
“Para a tabela de fretes, será realizada uma reunião, para a qual será feito os grupos de trabalho junto com a bancada de deputados e senadores para ver como fazer essa tabela para não ser ilegal”, explica o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Ponta Grossa e Região (Sinditac), Neori ‘Tigrão’ Leobet. Segundo ele, o governo está querendo fazer uma tabela mínima de referência, mas há o temor que a tabela seja considerada inconstitucional. “O Ministro pediu o apoio, para que fosse feita através de uma emenda ou projeto de lei, para que a justiça não consiga derrubar. As grandes indústrias não querem a tabela de frete”, completa. Ele não acredita em uma greve no momento, tendo em vista que o governo está dialogando e pretende aprovar a tabela. Sobre a carência de 12 meses nos pagamentos de prestações, ele disse que a proposta deve ser atendida na próxima semana.
O representante do Sindicato dos Transportadores de Carga de Ijuí (RS), Carlos Alberto Dahmer, disse que se não houver uma proposta satisfatória em relação ao preço mínimo na próxima reunião, haverá nova paralisação de caminhoneiros no país. “Inconstitucional é a fome, é não dar sustento para a sua família”.
Informações do Jornal da Manhã.





















