Assembleia propõe o fim da greve na rede estadual

Os professores da rede estadual de ensino realizam, na manhã de segunda-feira (9), uma nova assembleia para votar o fim da greve. A assembleia será realizada no Estádio Durival Britto e Silva, também conhecido como Vila Capanema, em Curitiba, e terá como um dos principais pontos a análise de uma carta-compromisso, elaborada após última reunião realizada entre o comando da greve (APP-Sindicato) e representantes do Governo do Estado.
No documento, o Governo se compromete com 17 pontos que fazem parte das reivindicações do movimento grevista. Caso seja aprovado durante a assembleia, o documento seguirá para homologação no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e a greve deve ser encerrada.
O Governo do Estado já havia encerrado as negociações, por acreditar que já havia atendido a todos os pedidos possíveis feitos pelos professores ao longo desse quase um mês de paralisação. Para elaboração da carta-compromisso, a APP-Sindicato precisou recorrer ao judiciário para reabrir o diálogo.
No Facebook, uma página intitulada ‘Greve dos Professores’ critica a falta de informação entre APP-Sindiato e professores, a respeito das negociações entre o Sindicato e o Governo, ao longo da última semana.
Nessa última semana as negociações deixaram a conversa para assumir caráter, quase que exclusivamente, jurídico. A semana iniciou com uma determinação de que os professores do 3º ano do ensino médio retomassem as atividades, o que não foi cumprido, pois a APP-Sindicato recorreu da decisão.
Nessa sexta-feira (6), a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (SETI) informou que uma nova liminar exigia, também, o fim do movimento grevista em universidades estaduais, iniciado há quatro semanas. Em caso de descumprimento da liminar, cada sindicato teria que pagar multa de R$ 3 mil diária.
Sinduepg diz que greve continua
Em nota, a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sinduepg) informou, na noite de sexta-feira, que ainda não havia sido oficialmente notificada pela liminar determinando o imediato retorno às atividades na Instituição, que a greve não foi julgada como ilegal, e que ainda cabe recurso a essa liminar. “Assim, a greve continua até que, judicialmente se defina pela legalidade do movimento e as partes envolvidas nesse processo”, finaliza a nota, enviada aos meios de comunicação.
Informações do Jornal da Manhã.





















