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PPS abre mão de passagens aéreas para cônjuges

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A bancada do PPS na Câmara decidiu, por unanimidade abrir mão das passagens aéreas destinadas a cônjuges, conforme foi autorizado pela Mesa Diretora. A decisão já foi comunicado ao presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O deputado Sandro Alex (PPS-PR) disse que conceder passagens para as esposas dos parlamentares é criar mais privilégios, em detrimento da maior parte da população brasileira.

“Somos radicalmente contrários a isso. É moralmente indefensável”, afirmou. O parlamentar também reclamou da decisão “unilateral” da Mesa Diretora, que, segundo ele, não consultou os parlamentares.

As passagens aéreas às esposas faz parte de um pacote de privilégios anunciado pela Mesa Diretora na noite de quarta-feira. Além de garantir recursos públicos para as viagens dos cônjuges, as medidas incluem aumento de 18% na verba de gabinete dos 513 deputados, 8% da cota-parlamentar e 11,92% no auxílio moradia.

A verba de gabinete é utilizada para o pagamento de cargos não concursados dos deputados e subirá de R$ 78 mil para R$ 92 mil por parlamentar. Com a cota-parlamentar, conhecida como Cotão, as despesas dos deputados com viagens, alimentação, propaganda, entre outras, são custeadas pela Câmara.

R$ 150 milhões

O gasto anual, acarretado pelos reajustes previstos no pacote de benesses aos deputados federais, vai consumir mais R$ 150 milhões dos cofres públicos. O líder do PPS, o deputado deputado paranaense Rubens Bueno, afirmou que não acha “moralmente aceitável” que esse privilégio seja dado a parlamentares, “principalmente no momento em que o governo envia um pacote ao Congresso Nacional reduzindo direitos trabalhistas”.

Informações do Jornal da Manhã.

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