Iapar lança publicação técnica sobre maracujá

O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), vinculado à Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, lançou um boletim técnico contendo orientações para a produção de maracujá-amarelo no Paraná. “Esperamos que esta obra ajude a consolidar o agronegócio desta fruta”, afirma Pedro Antonio Martins Auler, coordenador das pesquisas em fruticultura da instituição. A publicação, destinada a técnicos e produtores, consolida resultados de estudos que o Iapar vem realizando desde a década de 1970, época em que o maracujá-amarelo passou a integrar a carteira de pesquisas da instituição.
O livro discute todas as etapas de produção – regiões indicadas para o cultivo; critérios para seleção de cultivares; formação de mudas; implantação do pomar; manejo de plantas daninhas, pragas e doenças; colheita e comercialização. Também há um capítulo dedicado à apresentação de índices técnicos para o cálculo de custos de produção. O cultivo de maracujá-amarelo é uma importante fonte de renda para a agricultura familiar e, por isso, tornou-se relevante na economia de vários municípios do Paraná, segundo o pesquisador.
Ocupando uma área de aproximadamente 1,2 mil ha, a cultura de maracujá tem potencial no Estado. “Ultimamente tem faltado fruto no mercado e os preços são remuneradores, só não se expande devido a dificuldades técnicas no manejo das principais doenças”, diz Auler, referindo-se ao vírus do endurecimento.
Para especialista, fruta pode ter duas safras anuais
Em pomares conduzidos de acordo com as recomendações técnicas é possível obter até 60 toneladas de frutos por hectare, em duas safras anuais. Mas a cultura não deve ser implantada em regiões mais frias e sujeitas a geadas frequentes. “É muito importante observar o zoneamento agroclimático, assunto abordado com detalhes na publicação”, conclui Antonio Martins Auler, coordenador das pesquisas em fruticultura da instituição. O livro “Maracujá-amarelo: recomendações para cultivo no Paraná” custa R$ 5 e pode ser adquirido também na página no Iapar (nesse endereço também é possível baixar o PDF).
Informações do Jornal da Manhã.





















