Negociação na Penitenciária de Guarapuava é retomada

As negociações que buscam o fim da rebelião na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) foram retomadas na manhã desta terça-feira (14), por volta das 7 horas. Policiais e especialistas nessas situações ficaram até as 23 horas de ontem (13) tentando por fim ao motim, mas não obtiveram sucesso. Doze agentes penitenciários foram mantidos reféns durante toda a segunda-feira. Um deles foi liberado ainda pela manhã após ter 40% do corpo queimado pelos presos, mas não corre risco de morrer.
Segundo informações do Diário de Guarapuava, o caso mais grave é de um dos sete presos que foi atirado do telhado. Ele correu até os portões da unidade para ser resgatado pelos policiais, mas os presos rebelados começaram a atirar outros detentos de um local ainda mais alto. O homem foi socorrido após algumas horas e levado até o hospital São Vicente. Outros feridos foram atendidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Batel.
De acordo com a Polícia Militar, o motim teve início na fábrica da penitenciária. Os presos renderam os agentes e tomaram as alas da unidade, capturando outros presos que cumprem pena por crimes sexuais. Os reféns foram levados para o telhado, onde começaram as ameaças e agressões.
A negociação com os presos foi liderada pela juíza da VEP (Vara de Execuções Penais) de Guarapuava, Patrícia Roque Carbonieri. Depois, o COI (Centro de Operações Integradas) da Polícia Militar assumiu as conversas com os presos. Os detentos pediam a presença do presidente da OAB-PR (Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná) e contato com o governador do Estado.
Ainda segundo o Diário de Guarapuava, o tenente Fábio Zarpelon, oficial de comunicações da PM, explicou que a rebelião foi motivada pelo descontentamento de presos com algumas medidas tomadas pela direção da unidade prisional. “É uma ação isolada e que não é mandada por nenhuma facção criminosa de fora. O motivo é a cobrança por mudança de tratamento aqui”, explicou.





















