PMs acusados de chacina negam crime, mas se entregam
Os policiais militares acusados de serem autores de uma chacina no bairro do Sítio Cercado, em Curitiba, se apresentaram ontem na Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil da capital. Eles foram apontados pelas investigações como responsáveis pela morte de quatro pessoas da mesma família, em junho deste ano. Eles conversaram com jornalistas no escritório do advogado e rebateram todas as acusações.
“Somos inocentes. Somos policiais e zelamos pela segurança da sociedade. Isso é um absurdo e vamos provar”, dizem Alisson dos Santos Cszulik, 23 anos, e Michel Diel, 31 anos, segundo informações do portal Banda B. A dupla trabalhava junta na região e teria ido até a casa da família no dia do crime com uma viatura da PM, segundo as investigações. O advogado dos PMs, Cláudio Dalledone, afirma que as imagens usadas pela polícia na apuração dos fatos mostra três homens sem farda e usando balaclava invadindo a residência da família.
O inquérito que aponta a acusação dos policiais diz que eles usaram drogas com as vítimas antes do crime e cobravam valores mensais de traficantes da região para fazer ‘vistas grossas’.
“Fiquei espantado quando recebi uma ligação falando que eu era suspeito disso. Estão tentando me incriminar de algo horrível que eu não cometi. Essas testemunhas que basearam as investigações são traficantes. Disseram que a gente foi até a casa cheirar cocaína, mas cadê isso no vídeo? Por que não usam a mesma câmera para ver se essa informação é verdadeira?”, indaga o soldado Alisson.
Já Michel garante que fazia plantão diurno no bairro Pinheirinho no dia do crime. “Entrei às 7h e sai às 19h. Levei um choque quando soube disso, minha esposa está grávida, está difícil pra gente. Estou sendo acusado de uma atrocidade. À noite, depois do expediente, fomos jogar carteado e jantar, como fazíamos sempre com outros colegas. Essa acusação é um absurdo”.
Na chacina foram executados: Jaqueline Garcia, 33 anos, que estava grávida de 6 meses; os dois irmãos adolescentes, Kauane Garcia Dias de Farias, 17 anos, e Ailton Augusto Dias de Farias, 14; e o alvo da execução identificado como Jonathan Pereira Veloso, 29 anos. Uma criança de 5 anos, filha do casal, foi poupada e encontrada pelas ruas gritando por socorro.
João Carlos Frigério, do portal Bem Paraná, gravou uma entrevista com os acusados e publicou as imagens em sua página na internet. Assista no player acima.





















