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Análise de DNA pode ajudar na identificação de Amarildo

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Gabriel Sartini

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Um sistema de cruzamento de perfis genéticos poderá ajudar na identificação do corpo do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido desde o dia 14 de julho do ano passado. Usado pelo Instituto de Pesquisa e Perícia em Genética Forense (IPPGF) do Estado do Rio de Janeiro, o software Combined DNA Index System (Codis) permite cruzamento e análise das amostras de DNA.

Amarildo sumiu no dia 14 de julho após deixar, junto com policiais militares, a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Até hoje (19), o corpo não foi encontrado. Segundo a perita criminal e administradora do Codis, Tatiana Hessab, os dados do perfil genético de Amarildo e de parentes dele serão incluídos no sistema na semana que vem.

O Codis é usado pela Federal Bureau of Investigation (FBI), a Polícia Federal dos Estados Unidos. No Rio de Janeiro, está em operação desde agosto de 2013, quando foi criado o comitê gestor responsável pela fiscalização e pelas regras de utilização dos perfis genéticos para o cruzamento de amostras de DNA. Tatiana, que também é bióloga, destacou que os perfis dos parentes somente são usados em comparações para a identificação de corpos, e não para efeito de apuração criminal.

O banco de dados do instituto tem atualmente 250 amostras e vai ser ampliado com a inserção dos dados dos laudos de exclusão. “O banco tem a capacidade de fazer a comparação de todos os perfis genéticos entre si. Aquele cadáver que a gente já tinha feito exame, mas que não pertencia ao parente que veio procurar, vai ser comparado com todos os parentes que vieram doar. Essa comparação sem o programa não era viável, porque não tinha como manualmente pegar todos os perfis genéticos e comparar, mas inserindo todos os perfis que o IPPGF produz no programa, ele pode fazer a comparação. É mais fácil encontrar no sistema o vínculo de uma pessoa com um corpo que não foi identificado ”, explicou.

Informações da Agência Brasil.

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