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Delegado revela como estava apartamento onde médica foi morta a facadas

De acordo com o delegado, havia facas sujas de sangue e vestígios de sangue espalhados por diferentes cômodos do apartamento

A médica sofreu pelo menos dez a 12 golpes de arma branca
A médica sofreu pelo menos dez a 12 golpes de arma branca -

Publicado por Julia Sansana

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A médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta dentro de um apartamento em Maringá, no Norte do Paraná, na noite do último sábado (5), em uma cena descrita pela Polícia Civil como um “cenário de terror”. A profissional foi vítima de diversos golpes de faca e estava no imóvel ao lado do filho, um bebê de apenas oito meses. O caso é investigado como feminicídio.

O delegado Adriano Garcia, da Delegacia de Homicídios de Maringá, revelou detalhes da investigação e afirmou que a médica sofreu pelo menos dez a 12 golpes de arma branca. Segundo ele, havia facas sujas de sangue e vestígios de sangue espalhados por diferentes cômodos do apartamento.

“O interior do apartamento, um cenário de terror. Dentro, facas sujas de sangue, sangue em vários cômodos”, relatou o delegado.

De acordo com as informações reunidas inicialmente pela polícia, o suspeito, de 25 anos, havia saído de Marialva para visitar Gassi e o filho que os dois tinham em comum. O casal vivia um momento conturbado, mas, conforme o delegado, o homem procurava reatar o relacionamento.

Durante a visita, os dois teriam se desentendido. A investigação aponta que, após a discussão, o homem teria atacado a médica com uma faca.

Ainda segundo Adriano Garcia, depois de cometer o crime, o suspeito teria colocado o bebê para dormir e deixado o apartamento. Em seguida, ele foi até Mandaguari, onde moram familiares da mãe.

Na residência, o homem teria contado a pessoas próximas o que havia feito. Uma dessas pessoas foi ouvida pela Polícia Civil e teria relatado aos investigadores a confissão do suspeito.

Médica foi encontrada morta após vizinhos ouvirem choro do bebê

O crime foi descoberto depois que moradores perceberam o choro de um bebê vindo do apartamento. Como ninguém atendia à porta, os vizinhos acionaram a Polícia Militar.

Quando os policiais chegaram ao imóvel, encontraram Gassi morta. O bebê de oito meses estava dentro do apartamento, próximo ao corpo da mãe.

O corpo da médica foi encaminhado para necropsia. O laudo deverá apontar oficialmente a causa da morte e contribuir para esclarecer a dinâmica do crime.

Após deixar o apartamento em Maringá, o suspeito seguiu para Mandaguari e acabou localizado pela Polícia Militar na casa da própria mãe.

Ele foi preso em flagrante e, segundo a polícia, apresentava ferimentos provocados por faca. O homem recebeu atendimento médico e permanece internado sob escolta policial.

O delegado Adriano Garcia informou que a prisão em flagrante foi formalizada e que a Polícia Civil espera que seja decretada a prisão preventiva do suspeito.

O veículo utilizado pelo homem também foi apreendido e deverá passar por perícia. Além disso, os investigadores apreenderam o telefone celular do suspeito para extração de informações que possam ajudar a esclarecer o crime.

“Infelizmente, mais um feminicídio”, afirmou o delegado durante a atualização sobre o caso.

Relacionamento conturbado

Gassi e o suspeito mantinham um relacionamento considerado conturbado pela polícia. Os dois tiveram um filho e, segundo as informações preliminares, estavam separados no período recente.

Nas redes sociais, o casal compartilhava fotografias juntos. Em dezembro de 2025, a médica publicou um ensaio fotográfico ao lado do marido para anunciar que, em poucos dias, conheceriam a filha.

Médica trabalhava em UBS de Sarandi

Gassi Paola de Souza Mazia trabalhava como médica na UBS Nova Aliança, em Sarandi, na Região Metropolitana de Maringá. A Prefeitura de Sarandi lamentou a morte da profissional e destacou a atuação dela no atendimento à população.

Em nota, a administração municipal afirmou que Gassi dedicou conhecimento, experiência e compromisso profissional ao cuidado dos moradores.

A Prefeitura também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho da médica e repudiou todas as formas de violência contra as mulheres.

“Durante sua trajetória no município, dedicou seu conhecimento, sua experiência e seu compromisso profissional ao cuidado com a população. Sua contribuição para a saúde pública de Sarandi será lembrada com respeito e gratidão por todos que tiveram a oportunidade de compartilhar sua caminhada.”

Diante das circunstâncias da morte, a Prefeitura também manifestou repúdio à violência contra as mulheres.

Com informações da Banda B, parceira do Portal aRede.

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