Granja Tres Arroyos fecha as portas e deixa 500 trabalhadores sem emprego
A fábrica argentina, que já chegou a concentrar mais de 30% do mercado avícola argentino, enfrenta dívidas superiores a US$ 350 milhões

A fábrica argentina Granja Tres Arroyos, fundada no início da década de 1960, anunciou a suspensão temporária das atividades em três unidades na província de Buenos Aires.
Com mais de 60 anos de história, a empresa deixou mais de 500 trabalhadores sem emprego e enfrenta uma grave crise financeira que ameaça a continuidade dos negócios da empresa, que já dominou o mercado aviário da Argentina.
Fábrica fecha após 60 anos de história
As unidades afetadas ficam em Pilar, Capitán Sarmiento e Esteban Echeverría. Além delas, a companhia já havia anunciado, em maio, o fechamento definitivo das fábricas de Concepción del Uruguay, na província de Entre Ríos, e Tristán Suárez.
Com as paralisações, cinco unidades da empresa deixaram de operar. Ao todo, quase 1.500 trabalhadores vivem uma situação de incerteza diante da suspensão das atividades, enquanto a empresa tenta reorganizar suas finanças.
Fábrica já concentrou 30% do mercado avícola da Argentina
A fábrica Granja Tres Arroyos chegou a ter uma participação superior a 30% do mercado de carne de aves da Argentina. Criada há mais de 60 anos, a empresa se consolidou como uma das principais companhias do setor no país. As informações são do site El Cronista.
No entanto, a crise que atingiu o segmento contribuiu para o aumento das dívidas financeiras da companhia. O cenário levou a uma sequência de paralisações e fechamentos de unidades, além da demissão de centenas de funcionários.
Atualmente, a empresa busca reestruturar uma dívida superior a US$ 350,9 milhões. O plano prevê redução de até 75% dos débitos, prazo de até sete anos para pagamento e a venda de pelo menos cinco ativos considerados não estratégicos.
Por que a fábrica de 60 anos fechou?
A crise financeira está relacionada ao acúmulo de dívidas da companhia. De acordo com os registros do Banco Central argentino, a empresa acumula mais de 7 mil cheques devolvidos, que somam mais de US$ 101,6 bilhões.
Além disso, os passivos financeiros diretos do grupo chegam a US$ 42,4 bilhões. Pelo menos quatro pedidos de falência apresentados por credores estão em andamento na Justiça Comercial de Buenos Aires.
Diante da crise, a fábrica interrompeu as atividades em três unidades de forma temporária, enquanto outras duas tiveram o fechamento definitivo. A empresa, que possui mais de 60 anos de atuação, tenta reorganizar os débitos e manter suas operações.
Presidente do grupo teve bens apreendidos
A crise da empresa foi parar na Justiça. O Tribunal Comercial Nacional nº 19 determinou o arresto de bens registrados em nome de Joaquín De Grazia, presidente do grupo, e Elba Elisa De Grazia. As dívidas envolvidas ultrapassam US$ 1,1 bilhão.
Entre os bens identificados estão apartamentos e garagens em Buenos Aires, um terreno na cidade de Canning e uma residência em Pilar.
Em outro processo, o Tribunal determinou o congelamento geral dos ativos da Avex S.A. e de cinco diretores. A medida impede a venda ou transferência dos bens registrados enquanto os processos judiciais avançam.
A fábrica, com mais de 60 anos, enfrenta uma das maiores crises de sua história, com unidades fechadas e centenas de trabalhadores demitidos.
Com informações da Banda B, parceira do Portal aRede.





















