Família de um dos presos mais perigosos do PR questiona sua morte; PF abre inquérito | aRede
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Família de um dos presos mais perigosos do PR questiona sua morte; PF abre inquérito

Marcos Silas estava preso preventivamente em Brasília desde 2022; PF abriu investigação e família pediu exames complementares

Marcos Silas estava preso no Presídio Federal de Brasília desde 2022
Marcos Silas estava preso no Presídio Federal de Brasília desde 2022 -

Publicado por Lucas Veloso

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Marcos Silas, considerado um dos presos mais perigosos do Paraná, foi encontrado morto dentro da cela de um presídio federal em Brasília no último fim de semana. A suspeita inicial é de suicídio, mas a família questiona as circunstâncias da morte e pediu na Justiça a realização de exames complementares.

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o caso. O corpo de Marcos Silas ainda não foi transferido para Curitiba a pedido da família, que aguarda a realização dos novos exames. As informações são de Banda B, parceira do Portal aRede.

Marcos Silas estava preso no Presídio Federal de Brasília desde 2022, quando foi transferido de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, por determinação do então Departamento Penitenciário Nacional (Depen), diante de um suposto risco de resgate.

Ele nunca chegou a ser julgado e condenado. Silas estava preso preventivamente sob acusação de homicídio.

Família questiona causa da morte de traficante

A irmã de Marcos Silas entrou na Justiça Federal em Brasília para solicitar exames complementares. A medida foi tomada diante das dúvidas da família sobre a causa da morte.

Os advogados que representam Marcos Silas também contestaram publicamente a hipótese de suicídio. Em nota, os três escritórios afirmaram que o preso havia dito diversas vezes que não cometeria suicídio.

Segundo a defesa, Marcos Silas teria relatado em depoimento ao Gaeco que agentes públicos estariam frequentando a unidade prisional e fazendo ameaças contra ele e familiares.

A defesa também afirma que ele teria relatado supostas ameaças para que não revelasse informações sobre possíveis irregularidades e extorsões que teria sofrido.

“Marcos Silas deixou claro diversas vezes para seus advogados que jamais cometeria suicídio e que, se algo acontecesse com ele, poderíamos ter como certo que teria sido uma simulação.”, destaca a nota.

Quem era Marcos Silas?

Marcos Silas foi preso em 2021, em São Paulo, e estava custodiado em um presídio federal
Marcos Silas foi preso em 2021, em São Paulo, e estava custodiado em um presídio federal |  Foto: Reprodução/Banda B.

Ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Silas passou a ser apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do chamado Cartel do Sul, no Paraná.

Além da acusação de homicídio, ele era investigado pela Polícia Federal por um suposto esquema de exportação de cocaína para a Europa.

As investigações também identificaram um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo as apurações, recursos provenientes das atividades criminosas teriam sido utilizados na compra de imóveis de luxo, carros e joias.

Os bens relacionados ao esquema foram avaliados em aproximadamente R$ 2 bilhões.

Preso estava em unidade de segurança máxima

Marcos Silas estava em uma unidade do sistema penitenciário federal desde 2022. A transferência para Brasília ocorreu diante da avaliação de que havia risco de uma tentativa de resgate caso ele permanecesse no Paraná.

Mesmo sob forte esquema de segurança, ele foi encontrado morto dentro da cela.

A Polícia Federal investiga as circunstâncias da morte para determinar o que aconteceu. Até o momento, a suspeita inicial é de suicídio, mas não há conclusão definitiva sobre a causa da morte.

O corpo permanece em Brasília enquanto a família busca a realização dos exames complementares solicitados à Justiça.

Confira um resumo da notícia:

- Marcos Silas, apontado como um dos presos mais perigosos do Paraná, foi encontrado morto em uma cela do presídio federal de Brasília no último fim de semana. A suspeita inicial é de suicídio, e a Polícia Federal abriu investigação.

- A família contesta a versão inicial e pediu à Justiça Federal a realização de exames complementares. O corpo ainda não foi transferido para Curitiba enquanto os procedimentos são aguardados.

- A defesa também questiona a hipótese de suicídio, afirmando que Silas dizia aos advogados que não tiraria a própria vida. Segundo os representantes, ele teria relatado ameaças contra ele e familiares e supostas irregularidades dentro da unidade prisional.

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