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Paraná ampliará acesso à insulina glargina no Sistema Único de Saúde

Secretaria aguarda o envio de um lote de 6.354 canetas, com previsão de entrega em agosto, para então ampliar a distribuição conforme o público-alvo do programa

Até julho, 2.935 pacientes iniciaram o tratamento com o medicamento de ação prolongada que permite apenas uma aplicação diária
Até julho, 2.935 pacientes iniciaram o tratamento com o medicamento de ação prolongada que permite apenas uma aplicação diária -

Publicado por Lilian Magalhães

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Selecionado pelo Ministério da Saúde para o projeto-piloto de implementação da insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS), o Paraná vai ampliar o público-alvo da oferta do fármaco nos próximos meses. Desde fevereiro, quando a iniciativa começou, até julho, 2.935 pacientes iniciaram o tratamento com o medicamento de ação prolongada que permite apenas uma aplicação diária.

Na fase inicial, o programa atendeu idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 e 2, além de crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1. Com a ampliação anunciada nesta semana pelo Ministério da Saúde, o alcance aumenta para incluir idosos a partir de 70 anos com ambos os tipos da doença.

DISTRIBUIÇÃO

A Sesa já distribuiu as 19.891 canetas reutilizáveis de insulina glargina para as 22 Regionais de Saúde do Estado nos meses anteriores. Embora o Ministério da Saúde tenha comunicado a expansão nacional da oferta do novo medicamento, a medida não se reflete imediatamente na rede estadual tendo em vista que o Paraná já havia recebido e distribuído os insumos aos municípios.

A Secretaria aguarda o envio de um lote adicional de 6.354 canetas, com previsão de entrega em agosto, para então ampliar a distribuição conforme o público-alvo do programa.

VANTAGENS DA NOVA TECNOLOGIA

A insulina glargina marca um avanço no tratamento farmacológico do diabetes. Diferente de outros esquemas terapêuticos que exigem até três aplicações diárias, o novo medicamento possui ação prolongada e requer apenas uma injeção por dia na maioria dos casos. O resultado é um controle glicêmico mais estável, redução de hipoglicemia e maior adesão ao tratamento correto.

COMO ACESSAR

O acesso ao novo medicamento começa na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. O paciente ou responsável deve apresentar a receita médica devidamente emitida. Uma equipe multiprofissional avaliará a possibilidade de transição da insulina NPH para a glargina, considerando o quadro clínico individual. Orientações sobre aplicação correta, técnica de injeção e armazenamento adequado do fármaco também fazem parte do acolhimento. Junto ao medicamento, será entregue uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos.

A migração ocorre de forma gradual e controlada na Atenção Primária à Saúde (APS). A Sesa oferece apoio técnico contínuo aos municípios, garantindo que o acolhimento e o manejo clínico sigam padrões consistentes em todo o Estado.

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