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Pelo menos 17 países prestam apoio à Venezuela após terremotos

Presidente Lula disse ter solicitado avaliação de como o Brasil pode ajudar a Venezuela após terremotos

A presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional
A presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional -

Publicado por Sara Dalzotto

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Pelo menos 17 países ofereceram ajuda à Venezuela, até a madrugada desta quinta-feira (25), após o país ser atingido por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 nesta quarta-feira (24). Entre eles estão o Brasil e os Estados Unidos.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, agradeceu à comunidade internacional pelo apoio recebido. Entre os países que ofereceram ajuda estão Bolívia, Uruguai, República Dominicana, El Salvador, Equador, Panamá, Catar, Cuba, Nicarágua, Turquia, Jordânia, Barbados, Colômbia, México e o Reino Unido.

O presidente Lula afirmou que solicitou ao Ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar. “Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas”, disse.

Donald Trump, por sua vez, disse ter determinado que as agências federais norte-americanas se preparem para uma resposta emergencial. O Departamento de Estado do país afirmou ter mobilizado uma equipe especializada em assistência a desastres e criado um grupo de trabalho para coordenar ajuda emergencial à Venezuela.

O presidente boliviano, Rodrigo Paz, disse que o país permanece atento e disposto a prestar o apoio que for necessário. “Em nome do povo boliviano, expresso nossa profunda solidariedade com o irmão povo da Venezuela após o terremoto que hoje atingiu seu território”, destacou.

Yamandú Orsi, presidente do Uruguai, também expressou solidariedade. “Estamos acompanhando de perto a evolução da situação e reiteramos nossa disposição para colaborar no que o governo venezuelano considerar necessário.”

Da República Dominicana, o presidente Luis Abinader telefonou para Delcy Rodríguez para se colocar à disposição. Segundo ele, nesta quinta, nas primeiras horas, partirão para a Venezuela equipes especializadas de busca, resgate e atendimento de emergências das Forças Armadas para apoiar as tarefas que realizam as autoridades venezuelanas.

O líder de El Salvador, Nayib Bukele, informou que 300 socorristas e paramédicos, juntamente com 50 toneladas de equipamentos, medicamentos e suprimentos de primeira necessidade, estão prontos para partir rumo a Caracas.

Estado de emergência na Venezuela

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional nesta quarta-feira (24). Durante pronunciamento, ela confirmou a ocorrência de mortes, anunciou a suspensão das aulas e a paralisação de parte da infraestrutura de transporte, enquanto equipes de resgate atuam nas áreas mais afetadas.

“A primeira mensagem para o nosso povo é manter a união para salvar vidas. Imediatamente após a ocorrência desses dois terremotos, todas as nossas autoridades e o sistema de Proteção Civil se dedicaram à tarefa de resgate”, declarou Rodríguez.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) afirmou que é provável que os terremotos que atingiram a Venezuela provoquem um grande número de mortes e danos extensos. Em uma avaliação preliminar divulgada após os abalos, a agência estimou que o número de mortos possa ficar entre 10 mil e 100 mil.

“É provável que haja um alto número de vítimas e danos extensos, e é provável que o desastre seja generalizado”, informou a agência norte-americana em sua análise inicial.

Com informações do Metrópoles.

Leia o resumo da notícia

- Ajuda internacional à Venezuela: Após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, pelo menos 17 países ofereceram apoio à Venezuela, incluindo Brasil, Estados Unidos, México, Colômbia, Reino Unido e El Salvador. A presidente interina Delcy Rodríguez agradeceu a solidariedade internacional.

- Ações de apoio e resgate: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a avaliação de medidas de assistência brasileira, enquanto Donald Trump mobilizou agências federais para resposta emergencial. Outros países também anunciaram envio de equipes de busca, resgate, médicos e suprimentos.

- Estado de emergência e riscos elevados: O governo venezuelano decretou estado de emergência nacional, suspendeu aulas e parte dos transportes. O United States Geological Survey alertou para a possibilidade de grande número de vítimas e danos extensos, estimando preliminarmente que o total de mortes possa chegar à faixa de 10 mil a 100 mil pessoas.

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