Lula comemora aprovação do fim da 6×1 na Câmara: 'Conquista histórica'
Proposta que reduz jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais foi aprovada nesta quarta (27/5). Tema deve ser explorado em campanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou nesta quarta-feira (27) a aprovação, na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima de trabalho no Brasil. Em publicação nas redes sociais, o presidente classificou a medida como uma “conquista histórica e civilizatória”.
Conforme o Metrópoles, Lula agradeceu o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e dos parlamentares favoráveis à proposta. Segundo ele, a mudança representa mais qualidade de vida para os trabalhadores brasileiros.
“Mais do que horas no relógio, estamos devolvendo aos trabalhadores e trabalhadoras o direito ao convívio com a família, ao descanso e à vida além do trabalho”, escreveu o presidente.
A aprovação do fim da escala 6x1 com redução de jornada e sem redução de salário, pela Câmara, é uma conquista histórica e civilizatória.
— Lula (@LulaOficial) May 28, 2026
Um compromisso assumido pelo Governo do Brasil.
Mais do que horas no relógio, estamos devolvendo aos trabalhadores e trabalhadoras o…
O petista também destacou que a proposta beneficia especialmente as mulheres, que, segundo ele, enfrentam jornadas mais extensas e desiguais historicamente. Lula afirmou ainda que a aprovação da PEC só foi possível devido à mobilização popular.
Considerada prioridade pelo Palácio do Planalto, a proposta foi negociada diretamente pelo governo nas últimas semanas e deve se tornar uma das principais pautas da campanha de reeleição do presidente.
Com a aprovação na Câmara, o texto seguirá agora para análise do Senado Federal. Até o momento, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não indicou como será a tramitação da proposta.
A PEC estabelece a redução da jornada de trabalho em duas etapas e proíbe cortes salariais. Sessenta dias após a promulgação da medida, a carga semanal máxima passará de 44 para 42 horas. Após 12 meses, o limite será reduzido para 40 horas semanais.
O texto também garante dois dias de folga remunerada por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Convenções coletivas poderão definir regras específicas, desde que seja assegurada a média mínima de dois dias de descanso semanal por mês.
A articulação política para aprovação da proposta contou com participação direta do presidente Lula, além do apoio de Hugo Motta. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, acompanhou a votação no plenário e classificou o resultado como uma “vitória histórica” para os trabalhadores.
Já o ministro-chefe da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, afirmou esperar que a PEC seja aprovada pelos senadores antes do recesso parlamentar de julho. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse acreditar que haverá diálogo para garantir o avanço da proposta no Senado.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada na última semana apontou que 68% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1. Outros 22% disseram ser contrários à medida, enquanto 7% afirmaram não saber ou preferiram não responder.
Diante da repercussão positiva, o governo federal e o PT intensificaram campanhas publicitárias em rádio e televisão para defender a redução da jornada de trabalho, utilizando depoimentos de trabalhadores e falas do próprio presidente.





















