Paranaense vira sul-americano mais jovem a escalar montanhas perigosas
“Sou o mais jovem brasileiro e sul-americano a conquistar o Everest e o Lhotse", comemorou Gustavo Cordoni nas redes sociais

Poucos dias após conquistar o ponto mais alto do planeta, o Everest, o montanhista paranaense Gustavo Cordoni voltou a fazer história no Himalaia. Na manhã desta quinta-feira (21), ele revelou nas redes sociais que alcançou o cume do Lhotse, a 8.516 metros de altitude, a quarta montanha mais alta do mundo. Além disso, o jovem já iniciou a descida, considerada a etapa mais perigosa de toda a expedição.
A confirmação veio por meio de um comunicado da equipe Grade 6, responsável pela organização da expedição e pelo acompanhamento da jornada. Segundo o grupo, Cordoni já está em deslocamento rumo ao Campo 2, enquanto os demais integrantes da expedição também chegaram ao local em segurança - com informações de Banda B, parceiro do Portal aRede.
“Temos mais uma grande conquista na montanha: Gustavo fez o cume do Lhotse. Agora ele já está em descida, a caminho do C2″, informou a equipe.
Feito histórico após o Everest! Montanhista paranaense celebra nova conquista
A nova conquista ocorre logo após o paranaense atingir o topo do Monte Everest, a 8.848 metros, em uma escalada que já havia colocado seu nome na história do montanhismo. Agora, ao completar o chamado “doubleheader”, ao subir Everest e Lhotse na mesma expedição, Cordoni alcança um feito ainda mais raro.
Em relato publicado após chegar ao cume do Lhotse, o montanhista destacou o significado da conquista. Aos 23 anos, ele afirmou que agora é o jovem brasileiro e sul-americano a alcançar os dois picos.
“Sou o mais jovem brasileiro e sul-americano a conquistar o Everest e o Lhotse. Aos 23 anos, encarar o ‘doubleheader’ e colocar a nossa bandeira no topo das duas montanhas na mesma expedição parecia um plano audacioso demais”, afirmou.
Gustavo também descreveu os desafios enfrentados na chamada “zona da morte”, acima dos 8 mil metros de altitude, onde a quantidade de oxigênio é extremamente limitada.
“Cada passo acima dos 8.000 metros, na zona da morte, exigiu uma força física e mental que eu nem sabia que tinha […] É a prova de que a nossa juventude tem garra, tem foco e pode chegar aonde quiser”, completou.
Descida exige atenção máxima
Apesar do sucesso nas duas escaladas, a expedição ainda está longe de ser concluída. A fase atual — a descida — é considerada a mais crítica, devido ao desgaste físico acumulado, às condições climáticas instáveis e aos riscos naturais da montanha.
O plano da equipe prevê o retorno progressivo até o Campo Base, passando pelo Campo 2, antes da descida final.
Confira um resumo da notícia:
- O montanhista paranaense Gustavo Cordoni alcançou o cume do Lhotse, a quarta montanha mais alta do mundo, poucos dias após subir o Monte Everest.
- Aos 23 anos, Cordoni se tornou o brasileiro e sul-americano mais jovem a conquistar Everest e Lhotse na mesma expedição, feito conhecido como “doubleheader”.
- Após atingir os 8.516 metros do Lhotse, o montanhista iniciou a descida da montanha, considerada a etapa mais perigosa da expedição devido ao desgaste físico e às condições extremas.





















