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Como o pai de Daniel Vorcaro entrou no radar da PF e acabou preso

Ao todo, a PF cumpre sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão

Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro
Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro -

Publicado Por Milena Batista

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A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira (14), Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, durante mais uma fase da Operação Compliance Zero.

Conforme o Metrópoles, a investigação tem como alvo integrantes do grupo conhecido como “A Turma”, apontado pela PF como uma estrutura utilizada para intimidar críticos, monitorar autoridades e obter informações sigilosas em benefício do banqueiro.

Ao todo, os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A Justiça também determinou medidas como afastamento de funções públicas, bloqueio de bens e sequestro patrimonial.

De acordo com a Polícia Federal, Henrique Vorcaro já era citado desde o início das investigações por suposto envolvimento em movimentações financeiras consideradas suspeitas. Ele presidia a empresa Multipar, que, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), teria movimentado mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 em operações ligadas ao núcleo empresarial de Daniel Vorcaro.

As apurações ganharam novo peso após a PF informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Daniel Vorcaro teria ocultado mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta atribuída ao pai, mesmo após ter deixado a prisão no fim de 2025.

Segundo os investigadores, os valores foram identificados durante medidas de bloqueio financeiro executadas na segunda fase da operação, realizada em janeiro deste ano. O montante teria sido localizado junto à CBSF DTVM, conhecida no mercado financeiro como REAG.

Em documento enviado ao STF, a PF classificou a quantia como “impressionante” e afirmou que a suposta ocultação patrimonial teria continuado mesmo após a soltura do banqueiro.

A corporação investiga possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos, violação de sigilo funcional e organização criminosa.

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