Patente do Ozempic cai nesta sexta; saiba quando o preço será reduzido | aRede
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Patente do Ozempic cai nesta sexta; saiba quando o preço será reduzido

Fim da patente abre mercado, mas queda de preços deve ser modesta e gradual

Os primeiros concorrentes do Ozempic devem chegar ao mercado apenas no segundo semestre de 2026
Os primeiros concorrentes do Ozempic devem chegar ao mercado apenas no segundo semestre de 2026 -

Publicado Por Milena Batista

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A patente da semaglutida, substância ativa do Ozempic, expira nesta sexta-feira (20). Com o fim da exclusividade, outras farmacêuticas passam a poder desenvolver medicamentos com o mesmo composto. Apesar disso, a redução de preços para o consumidor não deve ocorrer de imediato.

Conforme o Metrópoles, a liberação de versões similares ou genéricas ainda depende da análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, processo que pode levar meses. Segundo a advogada Renata Balthazar Pereira Alves, especialista em direito público, não é esperado que haja produtos mais baratos disponíveis nas farmácias logo após o término da patente.

De acordo com a especialista, os primeiros concorrentes do Ozempic devem chegar ao mercado apenas no segundo semestre de 2026. Ela estima que o impacto significativo nos preços seja percebido entre seis e 18 meses após o fim da exclusividade da Novo Nordisk, com reduções graduais à medida que novas empresas passem a atuar no setor.

Até o momento, a Anvisa não aprovou nenhum medicamento similar ou genérico, embora pelo menos 15 pedidos estejam em análise. Além das exigências regulatórias, há também desafios técnicos, já que a produção da semaglutida exige processos complexos e alto controle de qualidade.

O medicamento atua de forma semelhante ao hormônio GLP-1, responsável por regular a glicemia e aumentar a sensação de saciedade. Ele é indicado para o tratamento de adultos com Diabetes tipo 2, Obesidade e sobrepeso.

Mesmo com o fim da patente, especialistas apontam que o preço da semaglutida pode permanecer elevado. Em geral, medicamentos injetáveis e de uso contínuo apresentam reduções menores do que comprimidos mais simples, devido à complexidade de produção e à necessidade de testes clínicos rigorosos.

Por outro lado, a perda da exclusividade pode facilitar a futura incorporação do medicamento ao Sistema Único de Saúde, já que a queda gradual de custos tende a melhorar a relação custo-benefício, critério analisado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.

Paralelamente, especialistas alertam que o fim da patente também pode estimular o mercado ilegal. A advogada criminalista Emanuela de Araújo Pereira destaca o risco de aumento na circulação de medicamentos falsificados ou comercializados sem controle sanitário, o que pode configurar crimes como falsificação de medicamentos, contrabando e estelionato.

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