PF abre investigação sobre vazamento do Master e parlamentares podem estar na mira | aRede
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PF abre investigação sobre vazamento do Master e parlamentares podem estar na mira

Apuração de vazamento de dados do dono do Banco Master pode alcançar, além de parlamentares, também servidores, após divulgação de mensagens privadas de Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso preventivamente pela Polícia Federal em São Paulo na manhã de quarta-feira, 4 de março de 2026
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso preventivamente pela Polícia Federal em São Paulo na manhã de quarta-feira, 4 de março de 2026 -

João Victor

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A Polícia Federal iniciou uma investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A apuração foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens privadas do empresário que viralizaram nas redes sociais. As informações são da CNN Brasil.

Segundo a reportagem, o inquérito busca identificar como conteúdos sigilosos chegaram ao público após terem sido enviados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A investigação pode avançar sobre parlamentares e servidores do Legislativo que tiveram acesso ao material compartilhado com o colegiado. Ainda não há prazo definido para a conclusão dos trabalhos.

Comissão nega responsabilidade

A cúpula da CPMI do INSS afirma não ter relação com o vazamento. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que não é possível atribuir a divulgação ao colegiado.

“Não há menor condição de se dizer que os vazamentos aconteceram pela CPMI”, declarou.

“Temos dezenas de pessoas que podem ter tido acesso e que podem ter feito o vazamento, e que fizeram um bem para o país, porque esses vazamentos interessam a toda a população.”

Viana acrescentou que o material foi manipulado por diferentes órgãos antes de chegar à comissão, incluindo a mesa do Congresso Nacional e a própria Polícia Federal.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), também negou qualquer participação e disse ter orientado sua equipe a evitar divulgação de informações durante os trabalhos.

“Eu disse aos meus assessores: ‘Nós vamos ser alvo, vazamento zero’”, afirmou o parlamentar.

Críticas no STF

A divulgação das conversas privadas gerou críticas dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. O ministro Gilmar Mendes classificou a exposição de mensagens íntimas sem relação direta com crimes investigados como uma grave violação de direitos.

“É uma gravíssima violação ao direito à intimidade” e uma “barbárie institucional”, afirmou o magistrado.

As mensagens foram tornadas públicas depois que materiais obtidos a partir de quebra de sigilo bancário foram enviados pela Polícia Federal à CPMI do INSS, por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master no STF.

Polícia Federal se manifesta

Em nota, a Polícia Federal afirmou que os relatórios produzidos durante a investigação sobre possíveis fraudes financeiras envolvendo o Banco Master incluíram apenas dados considerados relevantes para o esclarecimento dos fatos.

A corporação também destacou que não realiza edição ou seleção de trechos de conversas obtidas em equipamentos apreendidos.

Segundo a PF, esse tipo de procedimento poderia comprometer o direito ao contraditório e à ampla defesa previstos na Constituição.

RESUMO DA MATÉRIA

- Polícia Federal abriu inquérito para investigar o vazamento de dados sigilosos do empresário Daniel Vorcaro.

- Apuração pode alcançar parlamentares e servidores que tiveram acesso ao material enviado à CPMI do INSS.

- Ministros do STF criticaram a divulgação de mensagens privadas, classificando o episódio como violação à intimidade.

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