Homem que jogou R$ 429 mil pela janela não era alvo da PF, mas agora será investigado
Além do dinheiro em espécie, os agentes apreenderam dois veículos de luxo e dois celulares, um deles pertencente à pessoa que estava no imóvel e jogou a mala pela janela

O homem que arremessou uma mala com dinheiro pela janela do 30º andar de um prédio em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, nesta quarta-feira (11), não era alvo inicial da Polícia Federal. Ele passou a ser investigado após o episódio, ocorrido durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão da 3ª fase da Operação Barco de Papel.
Segundo a PF, R$ 429 mil foram lançados do apartamento e recolhidos após ficarem espalhados no chão. Além do dinheiro em espécie, os agentes apreenderam dois veículos de luxo e dois celulares — um deles pertencente à pessoa que estava no imóvel e jogou a mala pela janela.
Um dos carros apreendidos, uma BMW branca, era utilizada pelo ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, e estava registrada em nome de uma empresa dos irmãos Rodrigo Schmitz e Rafael Schmit. Três dias após a primeira fase da operação, houve uma tentativa de transferir o veículo para terceiros.
Nesta etapa, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema. Os nomes dos alvos não foram divulgados. As ordens foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas.
OPERAÇÃO
A Operação Barco de Papel investiga suspeitas de crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro.
Na fase anterior, realizada em 23 de janeiro, a PF cumpriu diligências em endereços ligados ao então presidente do órgão, Deivis Marcon Antunes, além dos ex-diretores Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal.
ENTENDA O CASO
A investigação apura possíveis irregularidades na aquisição, pelo Rioprevidência, de letras financeiras — títulos de renda fixa — emitidas pelo Banco Master, instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com a Polícia Federal, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo investiu aproximadamente R$ 970 milhões no banco. A instituição foi liquidada pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado, sob alegação de grave crise de liquidez e reiteradas violações às normas regulatórias.
Conforme investigações da PF e relatórios do Banco Central, o Banco Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões. O Rioprevidência afirma que não houve irregularidades.
Com informações do G1 e Agência Brasil




















