Polícia de Santa Catarina conclui inquérito sobre morte do Cão Orelha; veja
A investigação também aponta uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, chamado Caramelo

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito policial que investiga as circunstâncias da morte do Cão Orelha, animal comunitário que morreu por maus-tratos, na Praia Brava, em Florianópolis (SC). A investigação também apura uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, chamado Caramelo, que conseguiu escapar.
A informação foi confirmada pelo Governo de Santa Catarina. Segundo a corporação, os adolescentes são responsáveis pelos dois casos. Não foi confirmado, até o momento, quais e quantos jovens estão envolvidos em cada caso.
O resultado da investigação ainda será divulgado na noite desta terça-feira (3).
No último dia 26 de janeiro, a Polícia realizou uma operação para investigar o caso de agressões contra o cão "Orelha. As investigações começaram após uma denúncia de que um grupo de adolescentes seria o responsável pelos maus-tratos ao cachorro, que foi encontrado ferido e precisou passar por eutanásia (procedimento também conhecido como morte assistida).
Além do caso do cão "Orelha", a polícia ainda investiga um segundo caso envolvendo um cão caramelo. O animal teria sido levado ao mar no colo por um adolescente, mas depois conseguiu sair do local. Em razão das agressões, os agentes também apuram a suposta participação de um pai e de um policial civil, que teriam coagido uma testemunha.
A Polícia Civil inicialmente investigava um grupo de quatro adolescentes suspeitos de ter agredido o cachorro. Na sexta-feira (30), um deles foi descartado da autoria após o inquérito concluir que ele não tinha envolvimento com os maus-tratos ao animal, que conforme o laudo pericial foi atingido na cabeça com um objeto contundente. A Polícia informou que analisava quase mil horas de gravações feitas por câmeras de segurança na região da Praia Brava no período das agressões.
Um dos desafios da investigação é a ausência de imagens do momento do espancamento. Conforme a polícia, registros de outros episódios na mesma região e período, que também teriam sido causados por adolescentes, ajudam na investigação.
Três adultos, dois pais e um tio dos adolescentes investigados como suspeitos, também foram indiciados suspeitos de coagir uma testemunha durante a investigação do caso. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi o vigilante de um condomínio, que teria uma foto que poderia ajudar a esclarecer o crime.
Com informações da CNN Brasil e do Portal O Sul | Caso em atualização




















