Putin condena ofensiva dos EUA na Venezuela e classifica ação como 'agressão armada'
Em nota oficial, governo russo defende a autodeterminação venezuelana e alerta para os riscos de um conflito armado em larga escala na América Latina
Publicado: 03/01/2026, 14:41

O governo da Rússia reagiu com dureza, neste sábado (3), aos recentes anúncios do governo dos Estados Unidos sobre a intervenção militar e a captura de Nicolás Maduro. O presidente Vladimir Putin descreveu a operação como um caso claro de agressão armada, afirmando que nenhuma das justificativas apresentadas por Washington é aceitável perante o direito internacional.
A manifestação de Moscou ocorre logo após o presidente Donald Trump confirmar que forças norte-americanas realizaram ataques coordenados em larga escala em território venezuelano, culminando na detenção de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
DEFESA DA SOBERANIA E DIÁLOGO
Em declaração oficial, o Kremlin reiterou seu apoio ao princípio da autodeterminação dos povos e expressou solidariedade ao governo de Caracas. Os principais pontos da nota incluem:
- Condenação da Força: A Rússia refuta a via militar e reitera que o diálogo interno deveria ser o único caminho para a resolução das crises políticas.
- Estabilidade Regional: O governo russo alertou para a necessidade de manter a América Latina como uma zona de paz, livre de confrontos armados e interferências externas.
- Crise Diplomática: Moscou sinalizou que a ofensiva americana cria um precedente perigoso para a segurança global.
O posicionamento coloca as duas potências em rota de colisão diplomática, enquanto os Estados Unidos avançam com o plano de transição e a ocupação administrativa do país sul-americano.
Com informações da Revista VEJA




















