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Polícia Científica supera marca histórica de laudos emitidos em 2022

Resultado reflete melhorias em todas as áreas. O número de unidades de execução técnico-científica passou de 11, em 2019, para 20.

Laboratório de análise de genética molecular forense da Polícia Científica do Paraná,  que completou 20 anos e é referência para o Brasil.
Laboratório de análise de genética molecular forense da Polícia Científica do Paraná, que completou 20 anos e é referência para o Brasil. -

Da Redação

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A Polícia Científica do Paraná registrou em 2022 um recorde histórico: 143.093 laudos concluídos. A melhor marca anterior era a de 2021, quando foram emitidos 141.169 documentos. Esses laudos envolvem perícias de local de crime, balística, identificação veicular, crimes ambientais, documentoscopia, incluindo o uso de computação forense, toxicologia, genética, química, patologia, clínica médica, violência sexual, antropologia e psiquiatria.

A Polícia Científica está presente nas maiores cidades do Estado e o trabalho é fundamental para que a investigação de um crime seja concluída com celeridade. O Paraná possui atualmente 20 unidades de execução técnico-científica, aquelas que contam com Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal (IML), sendo duas em Curitiba.

“Praticamente triplicou a quantidade de laudos emitidos na comparação da série histórica, iniciada em 2014. Esse é um fato muito relevante para nós porque mostra os resultados dos investimentos feitos nos últimos anos em recursos humanos e equipamentos”, afirma o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki. Segundo ele, esse resultado também engloba processos que estavam pendentes e não apenas os iniciados em 2022.

A marca é fruto do crescimento no número de técnicos na instituição. Desde 2019, a Polícia Científica recebeu 315 novos profissionais. No ano passado, 91 servidores aprovados em concurso público foram chamados, 87 deles peritos oficiais e quatro agentes auxiliares de perícia. O investimento em novas tecnologias ainda ajudou a reformular laboratórios e contribuir para a celeridade na conclusão dos processos.

LAUDOS 

Em 2022, segundo balanço da instituição, foram registrados mais de 10 mil laudos em todos os meses, com pico de 15.716 documentos concluídos em outubro. 

De acordo com a série histórica, foram concluídos 50.946 laudos em 2014; 68.663 em 2015; 65.536 em 2016; 71.912 em 2017; 87.794 em 2018; 120.848 em 2019; 109.839 em 2020; 141.169 em 2021 e 143.093 em 2022. 

“É a comprovação de um trabalho constante e eficiente. Quanto mais se investe em novas tecnologias, mais vai se profissionalizando o trabalho, e sentimos o resultado no alto engajamento do nosso quadro efetivo”, diz o diretor de Operações da Polícia Científica, Ciro José Cardoso Pimenta. “Em 2019, eram 11 unidades de processamento, agora são 20. Esse aumento contribui para atender a demanda reprimida”.

Segundo ele, as alterações promovidas no Código Penal em 2019, a padronização dos exames periciais nos procedimentos e o aumento dos fluxos também exigiram mais dos profissionais e incremento da tecnologia.

Os novos procedimentos adotados desde então asseguram, por exemplo, que se registre o perfil balístico de uma arma de fogo antes de ser destruída ou a cadeia de custódia, quando se garante que um vestígio de um crime permaneça o mesmo. “Acompanhar essa padronização garante segurança jurídica. Estamos contribuindo de forma mais fidedigna para o fortalecimento da justiça”, conclui Pimenta.

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