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Frente pede a suspensão do novo pedágio no PR à equipe de transição

Reunião aconteceu com o vice-presidente da República eleito, e coordenador da equipe, Geraldo Alckmin

Arilson Chiorato (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Gleisi Hoffmann (PT)
Arilson Chiorato (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Gleisi Hoffmann (PT) -

Rodolpho Bowens

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Um novo modelo de pedágio ao Paraná. Essa foi a pauta de duas reuniões articuladas pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT) e coordenador da 'Frente Parlamentar sobre o Pedágio' da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep), nesta quinta-feira (17), em Brasília. Na capital federal, o parlamentar se reuniu no início desta tarde com a equipe do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), liderada por Geraldo Alckmin (PSB) e Gleisi Hoffmann (PT), com quem também discutiu o assunto. Pela manhã, a reunião foi na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

No Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o coordenador da 'Frente Parlamentar sobre o Pedágio' e o professor Luiz Antônio Fayet, um dos coordenadores do estudo sobre o pedágio realizado pelo Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (ITTI) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), foram recebidos por Maurício Muniz, que integra o grupo de Infraestrutura do governo de transição e ex-secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ex-ministro da Secretaria Nacional dos Portos.

“Foi um encontro muito produtivo. Com certeza, o pedágio no Paraná será rediscutido e um novo modelo, mais justo, deverá ser debatido com toda a sociedade. Nossa proposta é de um pedágio de manutenção nas praças já instaladas e com serviço de qualidade nas rodovias”, avalia o deputado Chiorato. 

O parlamentar frisa que, além do pedido de suspensão da proposta de concessão apresentada pelo Governo Federal em parceria com o Governo Estadual, foi entregue o estudo técnico feito pelo ITTI, da UTFPR, em que pesquisadores comprovaram falhas graves no processo de concessão do pedágio, como duplicidade de obras, falta de projetos estruturais e tarifas mais caras que as atuais em pouco tempo, o que comprometeria a competitividade econômica.

“Também entregamos toda a documentação elaborada pela 'Frente Parlamentar sobre o Pedágio' colhida durante as mais de 20 audiências realizadas por diferentes regiões paranaenses. Estou confiante que todas essas observações técnicas serão, enfim, avaliadas com o respeito que merecem”, acredita o deputado. Na semana passada, a 'Frente Parlamentar sobre o Pedágio' protocolou o pedido de suspensão de licitação para os lotes I e II, autorizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

No período da manhã, na ANTT, a reunião foi com a coordenadora de Demandas Federativas, Camila Martinez e Sérgio Carvalho. “Reforçamos, com base no relatório do TCU e nas mais de 20 audiências públicas que a 'Frente Parlamentar sobre o Pedágio' realizou por todo o Paraná, a necessidade de suspender a licitação de concessão das rodovias, pois não atende aos anseios da população paranaense, além de ser prejudicial ao nosso Estado”, finaliza.

A atual proposta de pedágio prevê mais 15 praças, 35 anos de contrato e tarifas mais caras após o fim das obras.

Antigas concessionárias

Em decisão recente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), as antigas concessionárias, que operavam no Paraná, poderão concorrer aos novos processos de licitação. A Econorte, RodoNorte, Ecovia, Ecocataratas e Caminhos do Paraná eram consideradas "inidôneas", porém, com a nova decisão dos desembargadores, elas ficam livres para concorrerem aos novos processos - relembre a notícia publicada pelo Portal aRede aqui.

Com informações: assessoria de imprensa.

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