Empresários defendem política de comércio internacional

Almoço debate promovido pelo LIDE Paraná reforçou a relevância dos negócios internacionais para a economia do Paraná e do Brasil. Para eles, essa deve ser uma política de Estado, não de governo

Diretor da Invest Paraná, Eduardo Bekin, participou do evento em Curitiba
Diretor da Invest Paraná, Eduardo Bekin, participou do evento em Curitiba -

Da Redação

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Para o empresariado brasileiro, o comércio internacional deve ser uma política de Estado, não de governo. Essa foi a ideia transmitida pelo criador da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Roberto Giannetti da Fonseca, e pelo diretor da Invest Paraná, Eduardo Bekin, durante almoço debate realizado pelo LIDE Paraná na nesta última semana, em Curitiba. Promovido pela unidade estadual do Grupo de Lideranças Empresariais – LIDE, o evento reuniu 40 executivos e empresários, de diferentes setores, filiados à entidade, e trouxe a força do comércio internacional para acelerar a economia como pauta.

“Estamos construindo pontes para a ampliação do volume de negócios internacionais no Paraná. Já somos fortemente reconhecidos pelo agronegócio, com 24% do share das exportações do estado concentrados apenas na soja, mas temos um potencial enorme a ser aproveitado pela indústria”, pontuou Bekin.

Segundo o diretor da Invest Paraná, essa agenda deve ser dinâmica e efetiva. Ao reforçar que o mercado internacional é um campo de oportunidades, citou como exemplo as missões internacionais promovidas pelo LIDE Paraná a Dubai. Empresas filiadas à organização, como a Aeroflex, referência nacional em aerossóis, efetivaram negócios importantes por meio das conexões geradas nessas iniciativas.

“Trata-se de apenas um dos exemplos de investimentos relevantes que melhoram os indicadores do comércio exterior paranaense. Nosso objetivo é ampliar a carteira de exportações de produtos industrializados e atrair mais investimentos estrangeiros para o estado”, acrescentou o executivo.

Essa linha de atuação colaborativa e dinâmica, característica do setor privado, foi fortemente defendida pelo economista Roberto Giannetti da Fonseca. Em sua fala, o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e presidente do LIDE Energia destacou o potencial e benefícios do crescimento dos negócios internacionais para o desenvolvimento socioeconômico do país.

“O Brasil é o 25° maior exportador mundial de mercadorias e existe um campo fértil de oportunidades para a internacionalização e entrada em novos mercados”, afirmou Giannetti. “O comércio internacional deve ser um programa de Estado, não de governo; precisa ser perene e ágil, focado mais em resultados e menos amarrado a uma mentalidade burocrata”, completou.

Giannetti ainda apresentou aos filiados do LIDE vários exemplos de como as agendas positivas e voltadas à realização têm sido benéficas para as atividades público-privadas.

“Junto à Apex, criamos programas setoriais para mais de 30 áreas de negócios. A progressão da rentabilidade é real, uma vez que destinamos ao exterior produtos industrializados com o valor das marcas brasileiras ao invés de apenas matéria-prima. Quanto mais indústrias ampliarem suas atividades internacionais, melhor fica a imagem do Brasil no exterior. As agências de governo existem para auxiliar nesse processo”, comentou.

Para a presidente do LIDE Paraná, Heloisa Garrett, a temática está alinhada à diretriz da entidade, que foca na promoção de conexões para a geração de negócios para as empresas paranaenses.

“Temos desenvolvido missões com agendas efetivas em mercados promissores, como as duas iniciativas recentes com filiados paranaenses rumo a Dubai. Aproveito a oportunidade para anunciar que teremos mais três missões programadas para este ano, duas na Europa e uma nos Estados Unidos”, revelou Heloisa ao final do evento.

As informações são da assessoria de imprensa