Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia
Evo renunciou em meio a protestos por sua questionada reeleição na votação de 20 de outubro, nas quais a Organização de Estados Americanos viu irregularidades

Evo renunciou em meio a protestos por sua questionada reeleição na votação de 20 de outubro, nas quais a Organização de Estados Americanos viu irregularidades
Evo Morales renunciou à presidência da Bolívia em meio a uma profunda crise política no país. Ele deixou a capital La Paz e desembarcou em Cochabamba, região que o viu nascer, para se encontrar com líderes cocaleiros.
O comandante-chefe das Forças Armadas da Bolívia, o general Williams Kaliman, pediu neste domingo (10) a Morales que renunciasse, em meio a protestos por sua questionada reeleição na votação de 20 de outubro, nas quais a OEA (Organização de Estados Americanos) viu irregularidades.
"Após analisar a situação conflituosa interna, pedimos ao presidente de Estado que renuncie a seu mandato presidencial permitindo a pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia", disse o general Kaliman à imprensa.
O líder regional opositor boliviano Luis Fernando Camacho entregou neste domingo na sede de governo, em La Paz, uma carta de renúncia que pretende que Evo Morales assine e uma Bíblia, conforme havia prometido. Acompanhado por uma multidão, Camacho entrou na sede de governo da Praça Murillo junto com o dirigente cívico de Potosí (sul) Marco Pumari.
Evo denunciou em sua conta no Twitter que a casa da irmã Esther Morales Ayma, em Oruro, e os imóveis dos governadores de Chuquisaca, Esteban Urquizu, e de Oruro, Víctor Hugo Vásquez, foram alvo de atos violentos de grupos irregulares. Os incêndios aconteceram no sábado (9).
"Denunciamos e condenamos perante a comunidade internacional e o povo boliviano que o plano de golpe fascista executa atos violentos com grupos irregulares, que atearam fogo na casa dos governadores de Chuquisaca e Oruro e da minha irmã naquela cidade. Vamos preservar a paz e a democracia", escreveu.
O presidente informou também que vai "convocar novas eleições nacionais, que por meio do voto permitam ao povo boliviano escolher democraticamente novas autoridades", acrescentou.
Os protestos na Bolívia duram mais de duas semanas, depois de oposição e movimentos civis terem denunciado fraudes na contagem dos votos a favor do presidente, que a comissão eleitoral deu como vencedor para cumprir um quarto mandato. Os comitês da oposição não reconhecem a vitória e exigem a renúncia de Evo Morales e a repetição do escrutínio.
Morales, por sua vez, denuncia ser vítima de um golpe de Estado. "Irmãs e irmãos, nossa democracia está em risco pelo golpe de Estado que grupos violentos colocaram em marcha, atentando contra a ordem constitucional. Denunciamos à comunidade internacional esse atentado contra o Estado de Direito", afirmou o presidente em sua conta no Twitter.
Com informações do UOL





















